Fuvest esclarece cálculo da redação após questionamentos de candidatos

Fundação pede desculpas por atraso na comunicação e explica conversão proporcional das notas; pontuação mudou nesta edição

Tatiana Cavalcanti, colaboração para a CNN Brasil
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A Fuvest, responsável pelo vestibular da USP (Universidade de São Paulo), divulgou nesta segunda-feira (2) uma nota de esclarecimento para detalhar os critérios de correção da redação do Vestibular 2026.

A medida ocorre após estudantes questionarem a pontuação recebida, motivados por uma mudança na grade de correção, que passou a ter como limite máximo 40 pontos, em vez dos 50 utilizados em edições anteriores.

Segundo a fundação, a banca de redação avaliou os textos em uma escala de zero a 40.

No entanto, para o cálculo final do desempenho no primeiro dia da segunda fase — que varia de zero a 100 pontos —, a nota atribuída foi recalculada proporcionalmente para atingir o peso de 50 pontos, conforme exigido pela resolução vigente.

Na prática, a Fuvest aplicou uma regra de três para garantir que nenhum candidato fosse prejudicado pela mudança na grade interna.

Um desempenho de 40 pontos na banca, por exemplo, equivale a 50 pontos no cômputo final. Já uma nota 20 foi convertida para 25, mantendo o equilíbrio matemático em todas as faixas de pontuação.

"Nenhum candidato foi prejudicado, nem teve sua redação corrigida com rigor excessivo", reiterou a instituição na nota oficial.

A fundação admitiu, no entanto, uma falha na transparência do processo. "A Fuvest reconhece que deveria ter feito essa comunicação no dia da divulgação dos resultados e, pela demora, pede desculpas".

Transparência nas notas

A divulgação detalhada da tabela de conversão visa sanar as dúvidas sobre o valor real da nota divulgada no boletim de desempenho.

Com a explicação, a banca reforça que o critério de correção seguiu o padrão de exigência acadêmica, apenas com uma métrica de pontuação inicial distinta, que foi devidamente ajustada ao cálculo final da segunda fase.

Nesta edição, o tema da redação da Fuvest foi o "perdão" . A prova inaugurou uma mudança no formato, permitindo que o candidato escolhesse entre duas opções: um texto dissertativo sobre os limites do ato de perdoar ou uma carta destinada a um personagem que tivesse feito uma acusação falsa contra o autor .

A proposta foi acompanhada por uma coletânea diversa, que incluiu desde Machado de Assis até reflexões sobre conflitos contemporâneos.