Nordeste concentra mais da metade dos analfabetos do Brasil, diz IBGE
Região tem 4,8 milhões (10,6%) das pessoas que não sabem ler e escrever um bilhete simples

A Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Educação 2025 indicou que mais da metade dos analfabetos do país está na região Nordeste.
Realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e divulgado nesta sexta-feira (19), o levantamento aponta que o Brasil tem 8,4 milhões de analfabetos com 15 anos ou mais, o que corresponde a uma taxa de analfabetismo de 4,9%. O instituto classifica como analfabetas as pessoas que não sabem ler e escrever um bilhete simples.
Destes, 4,8 milhões de pessoas estão no Nordeste (10,6%). O índice caiu se comparado a 2024, quando ficou em 11,1%.
Na sequência, vem a região:
- Norte (5,7%);
- Centro-Oeste (3,3%);
- Sul (2,4%);
- Sudeste (2,3%).
O dado reflete um problema que tem raízes históricos profundas e refletem um processo de urbanização tardia na região se comparado às regiões Sul e Sudeste.
"O levantamento está associado a um processo de urbanização mais precoce no Sudeste e no Sul, à maior concentração de investimentos públicos, ao desenvolvimento econômico mais acelerado dessas regiões e à expansão mais rápida das redes escolares. Já grande parte do Norte e do Nordeste enfrentava níveis mais elevados de pobreza, população dispersa em áreas rurais, longas distâncias para acesso aos serviços públicos e uma expansão educacional mais tardia", analisa a gerente de estratégias do Instituto Ayrton Senna, Beatriz Alqueres.
Ela está associada a um processo de urbanização mais precoce no Sudeste e no Sul, à maior concentração de investimentos públicos, ao desenvolvimento econômico mais acelerado dessas regiões e à expansão mais rápida das redes escolares. Já grande parte do Norte e do Nordeste enfrentava níveis mais elevados de pobreza, população dispersa em áreas rurais, longas distâncias para acesso aos serviços públicos e uma expansão educacional mais tardia.


