Unicamp registra 49,5% de aprovados da rede pública e estreia cotas trans
Comvest convocou 1.781 alunos de escolas estaduais e municipais; reserva para candidatos trans registrou 61 selecionados

A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) registrou aumento no percentual de estudantes da rede pública de ensino entre os convocados em primeira chamada para 2026.
Segundo dados divulgados nesta terça-feira (3) pela Comvest (Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp), o índice de aprovados que cursaram o ensino médio público passou de 46% em 2025 para 49,5% neste ano.
O dado representa 1.781 estudantes de um total de 3.600 aprovados.
O levantamento estatístico considera todas as modalidades de ingresso: vestibular tradicional, Enem-Unicamp, Profis (Programa de Formação Interdisciplinar Superior), vestibular indígena e vagas olímpicas.
O balanço indica ainda que o percentual de estudantes pretos, pardos e indígenas passou de 35,4% para 35,7%, totalizando 1.285 convocados.
No ingresso 2026, a Unicamp adotou pela primeira vez as cotas para pessoas trans. A reserva de vagas foi instituída na modalidade Enem-Unicamp para estudantes de escolas particulares e públicas.
Nessa primeira chamada, houve 61 pessoas convocadas para diferentes cursos da universidade.
O diretor da Comvest, José Alves de Freitas Neto, afirma que o sistema de ingresso permite a convivência de diferentes perfis no interior da instituição.
"A Unicamp permite, por meio dos seus sistemas de acesso, que tenhamos uma universidade mais diversa e mais complexa e, por isso, mais enriquecedora para a produção de novos conhecimentos."
Perfil dos candidatos
Sobre a renda familiar, o relatório indica que 37,7% dos aprovados (1.358 estudantes) possuem rendimento mensal de até cinco salários mínimos (R$ 8.102). No período anterior, este grupo representava 39,6% dos selecionados.
O índice de candidatos isentos da taxa de inscrição atingiu 12% do total (442 pessoas), contra 12,5% em 2025.
O balanço regional aponta que aprovados de outros estados representam 14,7% do total (529 estudantes), contra 16% no ano anterior. Em relação ao gênero, as mulheres totalizam 45,7% dos convocados (1.645), frente aos 46% registrados em 2025.
A pró-reitora de graduação da Unicamp, Mônica Cotta, afirma que os resultados demonstram articulação entre os diferentes processos de seleção.
"Nossas formas de ingresso estão alinhadas tanto com as demandas da sociedade, quanto com as políticas de inclusão da universidade."


