Volta às aulas: 7 dicas para economizar no material escolar
Dicas para facilitar o planejamento escolar sem comprometer

O início do ano letivo volta a chamar a atenção dos pais e educadores para a compra de material escolar.
É justamente nesta época, no entanto, que surgem também as temidas contas de início de ano como, por exemplo, o pagamento de impostos como IPVA e IPTU. Afinal, como equilibrar os boletos na balança? O primeiro passo pode ser: atitudes conscientes.
Como organizar os gastos?
Segundo o especialista em comportamento do consumidor e planejamento estratégico, Sérgio Czajkowski Júnior, a economia nos gastos com materiais escolares deve ser uma tarefa de esforço coletivo. “Educação financeira e planejamento orçamentário devem ser obrigações da família. Pais assertivos fazem isso em conjunto com os filhos, conversando sobre limites”, afirma.
Além disso, para facilitar o planejamento desse período sem comprometer o orçamento familiar, o especialista destaca sete dicas práticas para garantir o melhor custo-benefício:
1. Recicle o material escolar do ano anterior
Uma tendência forte para 2026 é o maior aproveitamento dos materiais. Uma pesquisa do Instituto Locomotiva, em parceria com a QuestionPro, aponta que 80% dos pais já reutilizam materiais, revelando que a economia se tornou a estratégia central das famílias brasileiras.
2. Faça o planejamento com antecedência
Se o 13º salário já foi comprometido, a prioridade é comprar o essencial. Analisar a lista de materiais para prever o que será usado imediatamente ou apenas no segundo semestre evita a sobrecarga no saldo familiar. Planejar com antecedência evita o “dinheiro mais caro do mercado” (juros do cartão) e reduz a ansiedade dos pequenos.
3. Estabeleça um “teto de gastos” com os filhos
Transforme a ida à papelaria em uma aula de educação financeira. O especialista sugere determinar um valor fixo: “Digamos que você tenha R$ 300 para o material. Se quiser uma mochila mais cara, terá que compensar com um caderno mais básico”. Isso ensina a criança a estabelecer relações de custo-benefício desde cedo.
4. Foque na utilidade e durabilidade
Nem sempre o item mais caro é o melhor. Pesquise marcas que oferecem qualidade profissional a preços acessíveis, evitando a reposição precoce. Itens neutros e funcionais costumam ter preços mais atrativos e não sofrem com a “sazonalidade da moda”. Para não abrir mão do estilo, a dica é mesclar: use itens básicos para o “grosso” do material e deixe os personagens ou as cores vibrantes em alguns acessórios criativos.
5. Proteja o investimento: encape livros e cadernos
A durabilidade é uma forma direta de economia. Utilizar plásticos adesivos para encapar livros e cadernos ajuda a manter o material preservado por muito mais tempo. Isso é essencial tanto para o uso do aluno quanto para uma possível doação ou revenda de livros didáticos no futuro.
Sugestão: os plásticos adesivos da BRW, disponíveis em versões transparentes ou estampadas, são uma solução prática para prolongar a vida útil dos itens e ainda permitir a personalização desejada pelas crianças.
6. Explore o modelo “Omnichannel”
Em 2026, a hibridização do consumo está consolidada. O especialista explica que os pais podem ir à loja física para “degustar” o produto, como testar a escrita de uma caneta ou a praticidade de um planner, e finalizar a compra no ambiente digital para aproveitar promoções. “As lojas passam a ser espaços de experiência, onde o consumidor conhece o produto para efetuar a compra depois”, destaca Czajkowski.
7. Opte pelo pagamento à vista
Analisar o saldo disponível oferece uma visão realista do quanto se pode gastar sem comprometer a renda familiar e evita dívidas no cartão de crédito.
Além disso, muitas lojas oferecem e negociam descontos significativos para pagamentos via Pix, débito ou dinheiro, o que pode representar uma economia de até 10% no valor total da lista.
*Publicado por André Nicolau, da CNN Brasil


