À CNN, Bia Kicis defende mulheres no STF e impeachment de Moraes
Senadora eleita pelo DF também defendeu que Flávio Bolsonaro (PL), caso se torne presidente da República, deve indicar mulheres ao STF
Senadora eleita pelo Distrito Federal, Bia Kicis (PL) defendeu uma reforma no Judiciário que passe pela abertura de processos de impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), especialmente de Alexandre de Moraes. Durante entrevista à CNN na tarde desta quinta-feira (8), a parlamentar também defendeu que Flávio Bolsonaro (PL), caso se torne presidente da República, deve indicar mulheres à Corte.
"Quando eu falava que a gente iria fazer o impeachment do Alexandre de Moraes, as pessoas iam à loucura. Chegou a me surpreender porque eu não achei que tivesse chegado com tanta capilaridade, tanta força, essa questão", comentou Bia Kicis ao relembrar o processo de campanha no DF. A parlamentar ainda reiterou que "o povo quer" o afastamento do ministro no STF.
Em relação à presença feminina nas cadeiras do Supremo Tribunal Federal, ressaltou sobre a importância da renovação e representatividade dentro da mais alta esfera do Judiciário: "Tem que ser uma mulher comprometida com os valores que estão impressos na Constituição, com os valores do povo brasileiro, do povo cristão. O povo brasileiro não se conforma com a injustiça".
Ainda sobre a reforma do Judiciário, a nova senadora do DF falou em correções no sentido de evitar que um ministro permaneça por várias décadas no cargo, indicando a importância da possibilidade de mandatos entre os membros do STF.
"O que está parecendo é que não faz bem você ter ministros que entram com 35, 40 anos, e ficam até os 75 anos. É muito poder, é muito tempo. Ainda mais que nós temos poucos juízes no Supremo. A maioria são advogados, pessoas que entraram pelo quinto constitucional, pessoas que foram indicadas, mas que não tinham experiência de magistrados. Pessoas que acham que não tem que dar nenhuma satisfação nem ao povo e nem à Constituição", afirmou em entrevista.
O partido de Bia Kicis foi a legenda que conseguiu mais representantes dentro do Congresso Nacional. Na Câmara, onde todas as 513 cadeiras estavam em disputa, o PL vai contar com 121 deputados a partir da próxima legislatura, que começa no dia 1º de fevereiro de 2027. O número representa um aumento de 22 cadeiras em relação à bancada eleita em 2022.
"O Bolsonaro falou lá atrás me dê maioria no Congresso, maioria na Câmara e no Senado, que eu mudo o Brasil. Tá aí o povo deu a maioria na Câmara e no Senado. Agora vai caber ao Flávio, vencendo essas eleições no dia 25, ser o maestro desse time que chegou", declarou.
Já no Senado, o PL também se manteve como a maior bancada da Casa. Em 2027, a sigla terá 28 representantes. O número de senadores coloca a legenda como protagonista na escolha do próximo presidente da Casa Alta.
A parlamentar comentou que a oposição trabalha para que um nome do próprio partido assuma a Presidência do Senado no lugar de Davi Alcolumbre (União-AP), citando o nome de Rogério Marinho (PL-RN).
Além disso, Bia Kicis alegou que atua juntamente com Michelle Bolsonaro (PL), que também foi eleita senadora pelo DF, na campanha de Flávio Bolsonaro e Celina Leão (PP) para a Presidência e governo do DF, respectivamente. "Nós queremos varrer o PT tanto do governo do DF quanto do governo federal", finalizou.


