À CNN, Cleitinho defende "Big Brother do crime" contra agentes públicos

Candidato ao governo de MG disse que quer fiscalizar atuação de servidores corruptos

Poliana Santos, da CNN Brasil, São Paulo
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O candidato ao governo de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), defendeu nesta quinta-feira (27), em entrevista à CNN, o uso de câmeras corporais não apenas pela Polícia Militar, mas por todos os agentes públicos. Segundo o senador, a medida ajudaria a impedir casos de corrupção e extorsão cometidos por funcionários públicos.

Durante a sabatina, Cleitinho foi questionado sobre ter se posicionado contra o uso de câmeras corporais pela Polícia Militar. Ele afirmou, entretanto, que gostaria de criar um "Big Brother" dentro da Cidade Administrativa e na Assembleia Legislativa para monitorar a atuação de todos políticos e servidores, não apenas da segurança pública, além de utilizar câmeras para combater o crime.

"Eu, como governador, o que eu quero fazer também é fazer um Big Brother dentro da Cidade Administrativa. A Assembleia Legislativa também, o Congresso Nacional, deveria ter câmera. A gente deveria saber como os políticos negociam a questão das emendas, o orçamento secreto. Você já pensou a população brasileira sabendo disso?", questionou o senador.

Além disso, ele defendeu o uso de câmeras por funcionários de órgãos como a Vigilância Sanitária, para verificar se o trabalhador está sendo "abordado conforme a lei do estado ou município".

Cleitinho também afirmou que pretende instalar câmeras em todo o estado para criar um "Big Brother" contra o crime organizado e reforçar o monitoramento na segurança pública.

"A população hoje está extremamente insegura, ela tem medo de sair de casa. Então o que eu quero é reverter isso. Vocês entraram nessa questão de câmera, eu quero investir totalmente em câmera inteligente dentro de Minas Gerais, no interior, para a gente fazer um Big Brother do crime. Vocês podem ter certeza de que a gente vai ter câmera em tudo quanto é lugar para monitorar cada vagabundo. Não vai ser mais a população que vai ter insegurança, não. Quem vai ter insegurança para querer fazer sacanagem com o povo vai ser o bandido", concluiu.

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