À CNN, presidente do PL diz que partido não apoiará Alcolumbre no Senado

Valdemar Costa Neto afirmou que o atual presidente do Senado está alinhado com o governo Lula; Rogério Marinho será o candidato do partido para o comando da Casa em 2027

Aline Marcolino, colaboração para a CNN Brasil, Jonatas Martins, da CNN Brasil, Brasília
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O presidente do PL (Partido Liberal), Valdemar Costa Neto, afirmou nesta segunda-feira (5) que o partido não apoiará o senador Davi Alcolumbre (União-AP) para reeleição na presidência do Senado em 2027.

À CNN, Valdemar declarou o atual chefe da Casa Alta está alinhado com o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo ele, o senador Rogério Marinho (RN) será o nome do PL para a disputa ao comando do Senado no próximo ano.

"Teremos um trabalho muito grande porque temos que mudar isso. Não tenho duvida de que com a eleição de Flávio Bolsonaro [à Presidência da República] conseguiremos mudar a presidência do Senado", disse.

Em 2023, Marinho disputou o comando do Senado e recebeu o apoio de 32 senadores. Foi derrotado por Rodrigo Pacheco, aliado de Alcolumbre. No próximo ano, o PL deve ter a maior bancada da Casa com 28 senadores. O número deve ser decisivo para a eleição interna no Senado, em que Alcolumbre deve tentar ser reconduzido.

Apesar de atritos durante o governo, tendo tido ápice com a rejeição de Jorge Messias para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal), Alcolumbre e Lula se reconciliaram em agosto, quando começou a campanha eleitoral.

Em uma reunião, os presidentes trataram sobre a relação entre Legislativo e Executivo, além de propostas importantes para o Planalto, como a PEC da Segurança Pública, o PLP dos Combustíveis, o PL dos minerais críticos e o fim da escala 6x1 —pauta esta que será analisada no Senado na terça-feira (6).

Em troca de levar para análise os temas caros para o governo Lula, Alcolumbre quer ajuda para a sua reeleição no Senado em 2027, além de alguma blindagem nas investigações do Master e do INSS.

Em relação ao fim da escala 6x1, a proposta empareda Flávio e a oposição declaradamente contrária à aprovação da medida, que tem forte apelo popular e dá a Lula um ativo eleitoral muito importante para o segundo turno da eleição presidencial, que será realizado em 25 de outubro.

A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) precisa de ao menos 49 votos favoráveis em dois turnos no plenário do Senado para ser aprovada.

Na entrevista à CNN nesta segunda-feira, o presidente do PL classificou como "surpreendente" o desempenho de Flávio Bolsonaro, que liderou o primeiro turno da eleição presidencial.

Valdemar aproveitou para elogiar Jair Bolsonaro e atribuir ao carisma do ex-presidente o "sucesso" que o PL teve nas eleições para o Senado e Câmara dos Deputados. O partido é a legenda que terá mais representantes nas duas casas do Congresso Nacional.

Durante a entrevista, o líder do PL também afirmou que o ex-presidente está com a saúde melhor e segue se cuidando: "Ele é muito novo ainda e é muito forte. [...] Tenho certeza que vai contribuir muito para o governo do Flávio".

Outro ponto abordado por Valdemar foi a eleição de Michelle Bolsonaro (PL) ao Senado pelo Distrito Federal: "Não tenho dúvidas de que ela terá uma forte atuação no Senado. Ela ajudou muito na eleição, é uma líder nata e tem talento. Tenho certeza que ela vai entrar pra valer nessas eleições".