À CNN, Renan defende misturar facções rivais na prisão e "punir lá dentro"

Plano do candidato inclui cadeias para 30 mil pessoas e custo de até 200 milhões de dólares por unidade

Pedro Penteado e Leticia Moreira, colaboração para a CNN Brasil, São Paulo
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Em entrevista à CNN Brasil nesta quinta-feira (3), o candidato a presidente Renan Santos (Missão) defendeu a ideia de misturar facções rivais dentro dos presídios, utilizando o modelo de El Salvador como referência.

Ao ser questionado sobre o que fazer com as possíveis agressões que a ação desencadearia, Renan respondeu: "O agente da penintenciária tem que impedir que um coleguinha bata no outro, é questão de punir lá dentro se tão arrumando briga. Temos que estabelecer disciplina e que venham a trabalhar lá dentro".

Ainda no tópico sobre a segurança salvadorenha, Renan explicou como pretende implementar, caso eleito, alguns pontos na segurança nacional.

"Precisamos de 300 mil vagas de presídios, cadeias capazes de colocar 30 mil pessoas, estimamos 150 a 200 milhões de dólares por presídio. Precisa de esforço nacional. Tem que ter segurança de presídio federal e capacidade de absorver pessoas na cadeia", disse.

Após a explicação, Renan foi indagado sobre a possibilidade de essas penitenciárias gestarem uma nova facção criminosa como o PCC (Primeiro Comando da Capital), cuja organização nasceu e cresceu dentro dos presídios brasileiros.

"O mundo inteiro tem grandes cadeias e presídios e consegue escapar desse problema, é que nós que escolhemos não combater o crime."

E continuou: "Facções começaram a atuar, tomar território e o Estado brasileiro aceitou. O governo reconhece a existência da facção. O governo reconhece que a facção tem poder dentro do presidio. Os políticos têm que ser duros para entender que é uma guerra. Ele tem que entender que não há possibilidade de existir uma facção que ocupe bairro, favela, presídio, porto… fomos lenientes por muito tempo, a população aceitou isso".