À CNN, Ruas cita relação "institucional" com Castro e territórios retomados

Candidato do PL foi o primeiro entrevistado da sabatina da CNN Brasil com os nomes que concorrem o Governo do Rio de Janeiro

Pedro Penteado, colaboração para a CNN Brasil, São Paulo
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Durante sabatina da CNN Brasil nesta terça-feira (8), o candidato do PL ao governo do Rio de Janeiro, Douglas Ruas, afirmou que sua relação com o ex-governador Cláudio Castro (PL) é apenas "política e institucional" e que focará em retomar territórios do crime organizado.

Ao ser questionado sobre as críticas do candidato ao Palácio Guanabara Eduardo Paes (PSD) sobre sua relação o ex-governador, condenado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por abuso de poder político e econômico, Ruas minimizou e alegou que "não tem o que falar" a seu respeito, por isso tentam associá-lo com outras pessoas.

"Não dá para se confundir relação politico institucional com a responsabilidade individual de cada um. O Eduardo Paes tinha uma relação muito mais proxima com o ex-governador do que eu mesmo", defendeu.

Sobre o salário de R$ 38 mil mensais recebidos por Castro como articulador do PL, Ruas rebateu:

"Essa é uma questão que precisa ser tratada com a executiva nacional do partido. Não tenho qualquer gerência de quem é contratado pelo partido."

Uma das principais bandeiras levantadas por Ruas durante a entrevista girou em torno da segurança pública e, principalmente, a retomada de territórios. Para ele, a questão precisa ser resolvida para que a economia do Estado possa crescer e explicou seus planos para a área à CNN Brasil.

"O indicador que vai definir é um indicador novo que vamos criar. O que vai ser verificado: Existe liberdade econômica? As pessoas têm o direito de ir e vir ou tem uma barricada?", explicou.

"Em relação aos territorios a serem alcançados, isso vai ser definido através de um levantamento e planejamento estratégico, quero contar com a participação efetiva do Ministério Público e do Judiciario. Vamos reunir todos os mandados de prisão expedidos. Em um primeiro momento será uma operação para que sejam cumpridos esses mandados de prisão e sejam retirados de circulação esses criminosos. E aonde o estado entrar ele não vai sair mais. Vamos fincar uma bandeira", prosseguiu.

O candidato do PL também falou sobre a ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) 635 que ajuizou uma ação para combater a alta letalidade policial em comunidades do Rio de Janeiro.

"Eu sempre fui um grande critico desde sua implementação. Lamentavelmente o STF (Supremo Tribunal Federal) acolheu esse pedido. Um partido politico não tem legitimidade para representar todos os moradores de comunidade no Rio de Janeiro", disse.

Em relação às cameras corporais em agentes da corporação, Ruas disse que cumprirá a determinação do STF, mas adiantou que a medida não deve servir como "caça às bruxas" dos policiais.

Entrevista com candidatos ao governo do Rio de Janeiro

A escolha dos entrevistados segue o desempenho dos candidatos no Índice CNN, agregador de pesquisas desenvolvido em parceria com o Ipespe Analítica.

Confira a agenda das próximas entrevistas com os candidatos ao governo de Minas Gerais:

  • Quarta-feira (9): Anthony Garotinho (Republicanos)
  • Quinta-feira (10): Eduardo Paes (PSD)