À CNN, Vilela diz que Caiado anunciará apoio a Flávio nesta terça em Goiás

Governador reeleito de Goiás disse que evento vai ser liderado por Ronaldo Caiado (PSD) e vai contar com a presença do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL)

Larissa Rodrigues, da CNN Brasil, Leticia Moreira, colaboração para a CNN Brasil, São Paulo
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Em entrevista à CNN Brasil, o governador reeleito de Goiás, Daniel Vilela (MDB), disse nesta segunda-feira (5) que ele e o candidato ao Planalto Ronaldo Caiado (PSD) farão um evento em Goiânia (GO) na terça (6) para declarar apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno à Presidência contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT), atual chefe do Executivo.

"Nós estaremos, já estou aqui, anunciando em primeira mão, recebendo amanhã aqui o Flávio Bolsonaro, aonde estará recebendo nosso apoio, do nosso grande líder e governador Ronaldo Caiado. Estamos muito confiantes e acreditando que o Brasil vai passar por uma mudança, que nós teremos um governo que vai buscar atender as expectativas dos brasileiros e, principalmente, dos goianos em relação a um governo que seja mais efetivo, de mais entrega para atender às expectativas do nosso estado", disse Vilela.

"Faremos amanhã aqui um evento, já confirmada a presença de Flávio Bolsonaro, logico que é um evento liderado pelo ex-governador Ronaldo Caiado, que foi candidato a presidente, aqui em Goiânia", prosseguiu.

Vilela disse que, desde o primeiro turno, grande parte do MDB (Movimento Democrático Brasileiro) já se manifestou contra a reeleição de Lula, mas que não sabe "se o partido vai se posicionar ou se vai liberar todos os estados, como foi no primeiro turno, para ter suas manifestações individuais".

"Eu já vislumbrava desde o primeiro turno uma maioria absoluta do MDB em apoio, num eventual segundo turno, a Flávio Bolsonaro", afirmou. "Se não em engano, 17 dos 27 diretórios do nosso partido manifestaram apoio contrário ao atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Acho que isso é algo natural, mas não sei, não posso dizer aqui pelo presidente Baleia Rossi, nem pelo partido nacionalmente."

Ao falar sobre propostas para um novo governo, Vilela disse que, primeiro, é necessário "garantir as conquistas que foram alcançadas ao longo desses últimos anos, esse é o desejo do povo goiano".

"Goiás passou por uma transformação muito grande sob a liderança do governador Caiado", pontuou.

"Mas acreditamos muito que a gente precisa avançar, por exemplo, no ensino profissionalizante. Logo que eu assumi o governo, eu criei uma escola, o centro de ensino profissionalizante, para que a gente possa ampliar essas oportunidades e possibilidades, principalmente focados em cursos onde os jovens possam desenvolver suas habilidades digitais tão necessárias para o mercado de trabalho atual e futuro", explicou.

O governador disse que também pretende avançar nas parcerias público-privadas e modernizar a máquina pública para otimizar o trabalho de servidores e "criar formas mais fáceis do cidadão acessar os serviços", aproveitando "toda a mão de obra inteligente" do estado.

"Goiás tem o CEIA (Centro de Excelência de Inteligência Artificial) com mais de mil e duzentos pesquisadores. É hoje o grande laboratório de IA, temos uma forte parceria com o Google em várias áreas aqui para também desenvolver soluções de IA para o serviço público e isso tudo, sem dúvida nenhuma, poderá criar um grande ambiente ou vai consolidar Goiás, que já é referência hoje, num ambiente onde a gente possa receber muitos investimentos, empresas de tecnologia e isso faça com que a gente possa também aumentar as oportunidades aqui no nosso estado", prosseguiu.

Apoio de Caiado no segundo turno

Após ser derrotado no primeiro turno de domingo (4), Caiado disse que se reuniria com o presidente de seu partido, Gilberto Kassab (PSD), antes de anunciar apoio a Flávio ou Lula no próximo dia 25 de outubro.

"Neste momento, vou guardar a minha coerência, mas jamais vou me pronunciar sem antes estar reunido com o presidente do meu partido, Kassab", afirmou em coletiva à imprensa ao lado de Vilela e de sua esposa Gracinha Caiado (União), eleita senadora.

Como mostrou a CNN, o PSD (Partido Social Democrático) decidiu adotar neutralidade na disputa presidencial do segundo turno e liberar diretórios estaduais, parlamentares e lideranças para definirem individualmente quem vão apoiar.

Em nota, Kassab afirmou que a direção nacional do PSD considera natural manter no segundo turno a mesma diretriz adotada durante a campanha, quando as instâncias estaduais tiveram liberdade para construir alianças.