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    Boulos e Tabata dizem que escolha de vice de Nunes mostra que Bolsonaro é “quem manda”

    Também pré-candidato em São Paulo, Marçal parabeniza prefeito por escolha, mas faz “convite” a coronel Mello

    Henrique Sales BarrosMaria Clara Matosda CNN São Paulo

    Pré-candidatos à Prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos (PSOL) e Tabata Amaral (PSB) disseram que a escolha do coronel da reserva da Polícia Militar (PM) Ricardo de Mello Araújo (PL) para ser o vice do prefeito Ricardo Nunes (MDB) é a indicação da atuação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na pré-campanha à reeleição do emedebista.

    “A escolha do coronel Mello Araújo para vice de Ricardo Nunes deixa claro que é Jair Bolsonaro quem vai mandar na cidade caso o prefeito seja reeleito”, disse Boulos via redes sociais, nesta sexta-feira (21).

    Já para Tabata, a escolha pelo ex-comandante da Rota, a tropa de elite da PM paulista, “escancara” a “fraqueza” de Nunes e “deixa São Paulo de joelhos para outros interesses, não os da cidade”.

    “Se o prefeito Ricardo Nunes resistiu ao nome do Ricardo Mello Araújo é porque não o queria como seu vice. Se foi forçado a aceitá-lo, é porque quem manda na sua candidatura é o Bolsonaro”, afirmou Tabata, em nota.

    Já o também pré-candidato Pablo Marçal (PRTB), que vinha buscando apoio de Bolsonaro, parabenizou Nunes pela escolha por Mello Araújo.

    Em cutucada a Nunes, porém, Marçal disse que fará um “convite” para, caso vença as eleições, Mello ser seu secretário na área de segurança. “Nesta função, ele terá um papel ainda mais relevante, porque geralmente o vice não consegue espaço no governo”, afirmou.

    Indicado por Bolsonaro para a vice, coronel Mello foi anunciado por Nunes nesta sexta, ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em agenda pública conjunta.

    “Se a gente ganhar a eleição, a gente vai poder contar com ele igual ele fez no Ceagesp: corajoso, determinado, que não aceita as questões de corrupção e do crime organizado”, afirmou Nunes.

    Boulos tem, desde fevereiro, a ex-prefeita Marta Suplicy (PT) como sua vice. Já Tabata flerta com o jornalista José Luiz Datena (PSDB) – também pré-candidato a prefeito – para o posto.

    Marçal, por sua vez, vem mantendo diálogo com o União Brasil, de onde poderia partir seu vice, segundo o analista da CNN Pedro Venceslau. A legenda, próxima a Nunes, estaria insatisfeita com a composição com Mello Araújo.