Caiado à CNN: Democracia pode sofrer golpe se STF não derrubar sigilos
Para o candidato, o eleitor tem o direito de saber se candidatos estão envolvidos em investigações antes de decidir o voto
O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) afirmou, em sabatina à CNN Brasil nesta quarta-feira (2), que a manutenção de sigilos sobre investigações pode colocar a democracia em risco e cobrou do STF (Supremo Tribunal Federal) a divulgação das informações antes das eleições.
“Democracia não pode sofrer um golpe. Sofre risco, neste momento, de sofrer um golpe caso o Supremo não derrube o sigilo de todas as operações que lá estão”, disse Caiado.
O ex-governador de Goiás defendeu que informações sobre investigações envolvendo candidatos sejam tornadas públicas antes do pleito. Segundo o candidato, o eleitor tem o direito de saber se candidatos estão envolvidos em investigações antes de decidir o voto.
“É hora do STF saber da sua responsabilidade, do STF quebrar o sigilo para o cidadão saber em quem ele está votando antes das eleições”, disse.
Caiado também defendeu o afastamento do ministro Alexandre de Moraes, do STF, e afirmou que sua permanência na Corte seria um “desrespeito completo” com a sociedade.
“Não vejo como ele permanecer no STF. Isso seria desrespeito completo com a sociedade brasileira. Como a pessoa que está no cargo do órgão maior do país, que tem a função de ser guardião da Constituição e interpretar as demandas que são feitas, pode estar envolvida com tudo isso que o Brasil assistiu? É inaceitável, inadmissível”, afirmou.
Caiado defendeu ainda estabelecer idade mínima de 60 anos – hoje, é de 35 – para ministros da Suprema Corte, além de exigir experiência profissional e conhecimento na área jurídica e constitucional.
"A deterioração e esses escândalos no STF vieram de pouco tempo para cá. Você tinha uma Corte com a qual podia não concordar, mas havia posturas de ministros. Vou fazer com que haja sabatina daquele que eu indicar. Vai passar por sabatina de todos os órgãos do Estado, com liberdade para levantar todos os detalhes da vida pregressa dele, para saber se pode se sustentar à frente de um cargo do STF.”
O candidato disse que vai governar "respeitando a Constituição, mas jamais tendo alguém acima dela".


