Caiado defende classificação de facções como organizações terroristas
Pré-candidato do PSD à presidência disse ainda que "faltou coragem para a direita" para resolver problema no Rio

O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD), defendeu, durante entrevista ao site UOL, a classificação de facções criminosas como organizações terroristas. “Defendo que sejam classificados, primeira coisa. Na Itália teve combate com forças armadas. Preciso do exército, da aeronáutica e marinha. Na Amazônia, nos rios, eles comandam tudo”, disse Caiado.
“Eles tomam conta da economia formal. Precisa de uma força integrada de combate, com estrutura capaz de poder ser relevante no cenário nacional”, explicou o pré-candidato.
Caiado também afirmou que “faltou coragem para a direita, autoridade moral para resolver o problema (da criminalidade) no Rio. No dia que eu assumi meu governo, disse que bandido não se cria. Sou comandante das forças de segurança”, disse Caiado.
Ao comentar sua posição dentro da direita, Caiado se definiu como “democrata na essência” e afirmou não contestar resultados das urnas. Segundo ele, o eleitor está aberto a alternativas fora da polarização entre PT e PL. “Não é no grito, na polarização. Trabalho com entrega. Essa tese de bolha do PL e do PT não convence o eleitor”, afirmou.
Terrorismo e organizações criminosas na lei brasileira
De acordo com a Lei Antiterrorismo (Lei nº 13.260/2016), o terrorismo é caracterizado no Brasil pela prática de atos específicos por razões de xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia e religião.
O objetivo central deve ser a finalidade de provocar terror social ou generalizado, expondo a perigo pessoas, patrimônios ou a paz pública. Assim, o terrorismo possui natureza ideológica ou política, segundo a legislação brasileira.
Por outro lado, facções como o PCC e o CV são enquadradas como organizações criminosas porque sua atuação é voltada prioritariamente para a obtenção de lucro.
Essas atividades econômicas ilícitas incluem, majoritariamente, o tráfico de drogas e de armas.


