Cleitinho diz à CNN que apoiará Flávio, mas dialogará com quem for eleito
Governador eleito de Minas Gerais afirmou ainda não ter sido procurado pela campanha do governador

Governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos) afirmou à CNN Brasil que, apesar de não ter recebido apoio de Flávio Bolsonaro (PL) ao palanque do estado, deve apoiar o senador na disputa ao 2º turno.
"Já tinha falado, quando Flávio estava começando a oficializar, tinha me posicionado dizendo que iria apoiá-lo. Minha candidatura teve alguns imprevistos, acabou que PL lançou Flávio Roscoe. Mas, agora, no segundo turno, estou à disposição para conversarmos e dar apoio", disse.
Na eleição de domingo (4), Cleitinho teve 6.321.261 dos votos e, em segundo lugar, veio Patrus Ananias (PT), que teve 3.005.635 milhões.
O candidato disse que ainda não foi procurado nem pela campanha de Flávio nem pela de Lula e que, em um eventual novo mandato de Lula, dialogará com quem for eleito.
"Se eleito Lula ou Flávio, quero ser o primeiro governador a poder ligar para o presidente e trazer pacificação. Não vamos fazer o país prosperar dividido."
No entanto, ele disse considerar "impossível" uma virada de Lula na disputa de 25 de outubro, já que o atual presidente teve menos votos do que Flávio e pediu que o candidato do PL o escute mais para entender as questões de Minas Gerais.
"Minas é um estado complexo, de muitas regiões. Espero que ele me ouça, ouça quem entende quando me procurar, que é o que acredito que possa acontecer", completou.
Fim da 6 x 1
Cleitinho já se disse a favor de aprovar o fim da escala 6 x 1, assunto do qual Flávio já se disse contra.
Na entrevista à CNN, o governador eleito reafirmou o apoio e disse esperar que Davi Alcolumbre paute a discussão para antes do dia 25, assim como disse querer que o senador não dê mais ouvidos a Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio.
"Com certeza estarei apoiando tudo que for a favor da população. Quero que Davi paute o mais rápido possível para dar um fim na escala e dar dignidade. Só tem dignidade para falar quem passou por ela, eu passei com meu pai. Que moral política tem para falar? Quem tem é trabalhador que pega ônibus lotado e não tem privilégio que político tem", completou.


