Com neutralidade do PP, Republicanos e Podemos se afastam de Flávio
Posição do centrão empurra pré-candidato do PL para chapa pura
Após a federação União Progressista, o Republicanos e o Podemos também caminham para adotar uma posição de neutralidade na disputa presidencial, rejeitando o apoio a Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no 1º turno.
Sem alianças com outros partidos, o pré-candidato do PL (Partido Liberal) à presidência da República caminha para a formatação de uma chapa pura.
O Republicanos tem consultado bases partidárias sobre o cenário e não há sequer encontro marcado do presidente Marcos Pereira com Flávio Bolsonaro. Integrantes da sigla afirmam que mais de 80% defendem a posição de neutralidade. No PP, quase a totalidade do partido defendia o mesmo.
A postura inviabiliza opções como Daniella Marques (Republicanos) e Teresa Cristina (PP-MS) para vice na chapa de Flávio.
Já o Podemos tem mantido conversas com diferentes legendas. Lideranças afirmam que já houve procura do Novo, PL, PT e PSD, mas sem qualquer compromisso fechado. A tendência também é de neutralidade na disputa presidencial.
Romeu Zema, pré-candidato à presidência pelo Novo, tentava emplacar Geraldo Rufino (Podemos) como vice. O empresário, no entanto, será candidato a uma vaga no Senado em São Paulo.
Para além do fortalecimento político, alianças partidárias ajudam os partidos a somarem tempo de TV e recursos financeiros para as campanhas presidenciais.
Na esquerda, a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve ser apoiada por PSB, Psol, Rede, PCdoB e PV.


