Congresso: 64% dos reeleitos aumentaram patrimônio acima da inflação

Congressista reeleito que teve maior crescimento nos bens declarados de 2022 a 2026 aumentou patrimônio em R$ 33 milhões; confira lista completa

Leticia Moreira, colaboração para a CNN Brasil, São Paulo
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Dados divulgados pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) mostram que 196 dos 302 nomes reeleitos ao Congresso Nacional no último domingo (4) aumentaram o patrimônio acima da inflação entre as eleições de 2022 e de 2026. A parcela equivale a 64,9% do total.

O maior aumento real foi do deputado federal reeleito Neto Carletto (Avante-BA), que passou de R$ 591 mil, em 2022, para R$ 34 milhões, em 2026. A variação foi de mais de R$ 33 milhões já descontada a inflação. Entre os bens declarados estão fundos de investimento, participações societárias, prédio comercial e dois veículos nos valores de R$ 449 mil e R$ 357 mil.

Depois de Neto, aparece o nome da deputada federal reeleita Magda Mofatto (PL-GO), que declarou R$ 32,1 milhões, em 2022, e R$ 62,9 milhões, em 2026 — uma variação de R$ 24,5 milhões.

Em terceira posição, vem o deputado federal reeleito Waldemar Oliveira (Avante-PE), que passou de R$ 10,2 milhões para R$ 30,8 milhões — variação de R$ 18,5 milhões.

Como mostrou a CNN, os integrantes mais ricos do Congresso Nacional estão na Câmara dos Deputados. Entre os dez congressistas com mais patrimônio declarado, seis são deputados federais e quatro, senadores.

Quando se trata da variação de patrimônio, a proporção do cenário não é diferente. Entre os dez congressistas reeleitos que mais cresceram o patrimônio em comparação com 2022, nove são deputados federais e apenas um é senador.

O único integrante do Senado na lista se trata de Eduardo Braga (MDB-AM), que passou de R$ 35,7 milhões para R$ 60,2 milhões — variação de R$ 17,5 milhões.

O levantamento só considera senadores e deputados federais reeleitos que também concorreram em 2022.

Confira os dados completos: