Debate em SP: Educação, segurança e alianças são destaques do 1º bloco

Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT) se enfrentam pela primeira vez neste domingo (09)

Manoela Carlucci, da CNN Brasil, São Paulo
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Os candidatos ao governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT), se enfrentaram pela primeira vez em debate promovido pela TV Bandeirantes neste domingo (9).

O primeiro bloco do programa foi marcado por criticas à gestão do atual governador e pela defesa de ações realizadas durante o mandato.

Os candidatos trocaram acusações principalmente nas áreas de educação, segurança pública, o combate à Cracolândia e também sobre alianças partidárias.

Educação

Na abertura do bloco, Tarcísio defendeu a ampliação das escolas em tempo integral e afirmou que o governo ainda precisa avançar na recuperação da aprendizagem e na formação continuada de professores.

"Não estamos satisfeitos, vamos trabalhar a recuperação da aprendizagem e avançar também na formação continuada de professores", afirmou.

Haddad criticou a gestão do governador na área e afirmou que a situação da educação no estado é grave. Segundo o candidato, São Paulo está abaixo da média nacional na alfabetização infantil.

"É grave o que está acontecendo com a educação de São Paulo. (...) “A alfabetização em criança, São Paulo está abaixo da média nacional", disse.

O petista também criticou a falta de expansão das escolas em tempo integral durante a atual gestão:

"Ele fala da escola de tempo integral, mas ela não avançou no mandato do Tarcísio quase nada, muito pouco", afirmou.

Tarcísio, por sua vez, exaltou medidas adotadas durante sua gestão e citou o ensino técnico como uma das prioridades do governo.

"Ensino técnico hoje é muito relevante em São Paulo", afirmou.

Cracolândia

Ao falar sobre a Cracolândia, o governador citou a inauguração da Praça do Triunfo como parte das ações realizadas na região.

Haddad, quando questionado sobre o desempenho do programa Braços Abertos, implementado durante sua gestão na Prefeitura de São Paulo, afirmou que este não tinha como objetivo enfrentar o tráfico de drogas, o que caracterizou como uma atribuição das forças de segurança.

O candidato do PT também atribuiu parte dos resultados obtidos no combate à Cracolândia à atuação do Ministério Público.

"O Ministério Público foi essencial", afirmou. "Sem o Ministério Público, que é desrespeitado pela falta de menção, nada disso teria acontecido."

Em seguida, Tarcísio admitiu e defendeu que a solução para o problema depende da articulação entre diferentes instituições.

"A solução da Cracolândia passa pela união de todos, é um problema de todos", declarou.

Parcerias e investimentos

Haddad também acusou Tarcísio de não reconhecer a participação do governo federal em ações realizadas no estado. Ao citar a situação da Favela do Moinho, questionou o governador sobre recursos destinados pela União.

"Você agradeceu o governo federal? Você agradeceu os 180 mil que a Fazenda liberou?", questionou.

Segundo Haddad, Tarcísio costuma destacar a atuação de parceiros estaduais e municipais, mas não dar o mesmo destaque ao governo federal.

"Você sempre procura não colocar as parcerias que nós, por obrigação, fazemos", afirmou.

Tarcísio respondeu que sua gestão ampliou o apoio financeiro aos municípios e afirmou que o governo estadual realizou o maior aporte para as cidades em 2026.

Haddad, por sua vez, citou a renegociação da dívida do estado e afirmou: “Quem renegociou a dívida de SP fui eu na época da presidente Dilma.”

Bolsonaro e continuidade do governo

A relação de Tarcísio com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) também entrou no debate. Haddad mencionou Bolsonaro ao questionar a atuação política do governador.

Tarcísio reagiu dizendo que Haddad estaria excessivamente focado no ex-presidente.

"Você está muito focado em Bolsonaro, Bolsonaro. Esquece o Bolsonaro, você não está concorrendo contra ele mais", afirmou.

O governador, defendeu sua relação com Bolsonaro e disse ter gratidão pelo ex-presidente.

"É uma pessoa que estendeu a mão, uma pessoa que pegou um técnico e transformou esse técnico em ministro", declarou.

"Eu não tenho vergonha não, vou ter sempre gratidão ao Bolsonaro", completou.