Eleição em São Paulo: candidatos reagem à agressão durante debate

Nos últimos segundos do encontro, Pablo Marçal (PRTB) acabou expulso e um dos assessores dele deu um soco no marqueteiro de Ricardo Nunes (MDB)

Stêvão Limana e Renata Souza, da CNN, Leticia Martins e Manoela Carlucci, colaboração para a CNN Brasil, São Paulo
Compartilhar matéria

Na noite desta segunda-feira (23), um dos assessores do candidato Pablo Marçal (PRTB), Nahuel Medina, agrediu Duda Lima, marqueteiro do candidato à reeleição Ricardo Nunes (MDB), durante debate promovido pelo Grupo Flow.

Nos últimos segundos do programa, após a expulsão do empresário do debate, Medina deu um soco em Duda Lima, que teve um corte no supercílio.

O marqueteiro foi ao Hospital Albert Einstein realizar exames, enquanto Nahuel Medina foi encaminhado à delegacia, onde prestou esclarecimentos.

Em agenda na manhã desta terça-feira (24), o atual prefeito disse que teve "uma noite muito difícil" e que seu marqueteiro foi "covardemente agredido".

"Essa noite foi uma noite muito difícil. Fiquei até às 4 horas da manhã com Duda Lima, que foi covardemente agredido por uma pessoa da equipe do candidato Pablo Marçal. Eu não dormi, devido a tensão, vivendo aquele momento terrível, horrível, ao ver Duda Lima agredido, machucado, ferido, tomou seis pontos, mas ultrajado por uma agressão covarde", afirmou.

Já a campanha de Pablo Marçal chamou a agressão de "reprovável", mas defendeu Medina.

"Em um lamentável episódio que ocorreu durante o debate no Flow, a importância da inteligência emocional ficou evidente. Duda Lima, marqueteiro de Nunes e conhecido por sua atuação na última campanha de Bolsonaro, perdeu o controle e, de forma inaceitável, agrediu o assessor Medina, arranhando seu peito e jogando seu celular no chão, conforme registrado em vídeo. Após essa agressão, Duda continuou a proferir zombarias e, diante desse cenário, Medina também reagiu de maneira reprovável, perpetuando um ciclo de agressão física que é inaceitável, principalmente em ambientes de debate", informa a nota.

Veja o que disseram os outros candidatos:

Guilherme Boulos (PSOL)

Em vídeo publicado nas redes sociais logo após o fim do debate, Boulos lamentou o ocorrido.

"Qual que é a coisa lamentável, gente? Eu não sei se vocês estavam vendo, mas devem ter percebido que o debate foi meio interrompido antes do encerramento", disse.

"Repudiamos toda a violência, não podemos aceitar isso... essa baixaria que já, desde antes de o debate começar, estava entre Nunes e o Marçal, mas vamos seguir em frente", completou.

Tabata Amaral (PSB)

A candidata do PSB, Tabata Amaral, disse - também em rede social - que agressão é "desrespeito com a população".

"Mais uma vez, a violência toma conta de um debate que deveria ser feito para a população. É um desrespeito com o paulistano e uma vergonha pra maior cidade do país, que deveria ser farol para todas as outras", escreveu.

José Luiz Datena (PSDB)

Em conversa com jornalistas após o debate, Datena disse que eleições estão sendo transformadas em um "ambiente muito tóxico e lamentável".

"As provocações à democracia estão transformando essas eleições em um ambiente muito tóxico e lamentável", disse Datena. "Eu não tenho muito a dizer, eu só espero, meus amigos e minhas amigas, que o nível dessas eleições termine bem", afirmou.

Marina Helena (Novo)

Marina Helena, do partido Novo, também comentou a agressão em conversa com jornalistas na noite desta segunda-feira (23), no pós-debate.

"Não se imagina que, na hora que você está escolhendo o prefeito da maior cidade da América Latina, você de fato tenha que passar por isso, tenha que repensar essas regras", afirmou.