Flávio aponta milhares de obras paradas; Lula, que fez maior investimento
Encontro desta sexta-feira (23) é o último entre os candidatos à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), antes do segundo turno, marcado para o próximo domingo (25)

Durante debate da TV Globo na noite desta sexta-feira (23), o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) acusou o atual governo do presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de deixar mais de 11 mil de obras paradas pelo país durante a gestão.
"Nós pegamos o Brasil lá em 2019 com cerca de 14 mil obras inacabadas e, apesar de todos os problemas, a gente entregou o Brasil com um pouco mais de 8 mil obras inacabadas. Agora, neste ano, o TCU (Tribunal de Contas da União) acaba de soltar um relatório que existem mais de 11.500 obras paralisadas do atual governo, ou seja, o Brasil voltou a ser um grande cemitério de obras", disse Flávio, questionando o petista sobre as obras que não foram entregues.
O petista negou a acusação e rebateu que "nunca houve" outro governo que fez tanto investimento em infraestrutura como o dele.
"Em nenhum momento da história do país se investiu tanto em obra de infraestrutura como nós investimos nos últimos anos", disse Lula.
Em seguida, o atual presidente citou o novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), principal iniciativa de investimentos em infraestrutura do seu governo. Como mostrou a CNN, o novo PAC executou em dois anos mais da metade dos investimentos previstos para o mandato de Lula.
"Anunciamos um programa de aceleração de crescimento de R$ 1,7 trilhões, nos quais 800 já foram executados nesse país, criando ferrovia, rodovia, hidrovia, estrada, portos e aeroportos", prosseguiu.
Lula ainda acusou que "qualquer coisa" que Flávio "pensar sobre infraestrutura" o governo dele fez "três ou quatro vezes mais".
O chefe do Planalto também justificou ter herdado 6 mil obras paradas e que não é possível "fazer uma obra de infraestrutura no mesmo ano que você começa". "As obras que estão sendo feitas, eu vou continuá-las, porque eu vou ganhar as eleições", afirmou.
O número de obras paradas citado por Flávio durante o debate se refere a um levantamento divulgado pelo TCU em julho de 2025. À época, 11.469 das 22.621 obras mapeadas estavam paralisadas, 50,7% daquele total.
O debate desta sexta foi o último entre os candidatos antes do segundo turno das eleições 2026, marcado para o próximo domingo (25).
O debate
O debate, mediado pelo jornalista César Tralli, foi baseado em perguntas entre os candidatos para buscar um aprofundamento de suas propostas para o governo federal. Segundo a emissora, a dinâmica do encontro, assim como a configuração do cenário e a disposição dos candidatos, foi concebida para reforçar esse propósito.
O encontro foi composto por quatro blocos de perguntas e respostas, além das considerações finais. Três foram de temas determinados e um, de tema livre. A ordem das perguntas foi definida por sorteio feito ao vivo pelo apresentador.
O primeiro bloco contou com seis rodadas de perguntas com assuntos relacionados às regiões do país e um tema de âmbito nacional. Cada candidato teve três minutos por rodada — dividido entre pergunta e réplica ou resposta e tréplica.
No segundo e terceiro blocos, Flávio e Lula puderam escolher entre os temas apresentados no telão para elaborar suas perguntas, com a mesma dinâmica de tempo.
No quarto, o tema foi livre e cada um deles teve oito minutos de fala, sem limite de intervenções.


