Flávio diz que derrotará PT e que "Bolsonaro subirá a rampa em 2027"

"Vamos fazer justiça àqueles que foram perseguidos por esse atual governo. Fazer justiça com o meu pai também", disse Flávio Bolsonaro (PL) em evento nesta sexta-feira (29)

Gabriela Garcia e Jonatas Martins, da CNN Brasil, Alan Cardoso, da CNN Brasil*, Curitiba, Brasília e São Paulo
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, afirmou nesta sexta-feira (27) que vai derrotar o PT (Partido dos Trabalhadores) nas eleições deste ano e que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, subirá a rampa com ele em 2027.

"Vamos fazer justiça àqueles que foram perseguidos por esse atual governo. Fazer justiça com o meu pai também. Porque ele vai subir aquela rampa junto com a gente em 2027. Junto com cada um de vocês", indicou Flávio Bolsonaro. As falas ocorreram durante discurso em um evento de lançamento de pré-candidaturas do PL (Partido Liberal) em Curitiba, no Paraná.

Antes disso, o senador disse que haverá o fim do ciclo dos petistas: "Nós vamos derrotar o PT neste ano. A partir de 2027, o PT vai voltar para o seu lugar, que é a insignificância deles, e nós não vamos mais falar de PT".

O pré-canditato também fez críticas diretas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e insinuou que o adversário nas eleições deste ano "ou faz parte de organizações narcoterroristas ou está sendo ameaçado por elas".

"Eu só posso pensar duas coisas, eu vou falar aqui baixinho, porque é pra ninguém ouvir. Porque eu tô muito preocupado. Porque hoje, o presidente do Brasil das duas, uma: ou ele faz parte dessas organizações narcoterroristas, ou ele tá sendo ameaçado por elas", concluiu.

Lula critica Flávio

Mais cedo, ainda nesta sexta, Lula chamou Flávio Bolsonaro de "traidor" por "ir para os Estados Unidos pedir intervenção americana no Brasil".

Flávio se reuniu nesta semana com o presidente norte-americano, Donald Trump, na Casa Branca. Após o encontro, o congressista admitiu ter pedido para que ele classificasse as facções brasileiras Comando Vermelho e PCC (Primeiro Comando da Capital) como organizações terroristas.

Na quinta (28), dias após o encontro, os EUA anunciaram que, de fato, incluiriam as duas facções na lista de grupos terroristas. A medida desagrada o governo Lula, que alega a possibilidade de interferência dos EUA no território brasileiro.

"Se ele fosse pedir intervenção para prender miliciano, eles ficavam presos lá", declarou Lula. A fala faz referência ao ex-assessor parlamentar de Flávio, Fabrício Queiroz, acusado de ter repassado mais de R$ 200 mil ao ex-policial militar Adriano da Nóbrega, apontado como integrante de uma milícia no Rio de Janeiro.