Gleisi diz que associação da campanha de Boulos ao PCC é "crime dos mais graves"

Diretórios estaduais e municipais do PT também se pronunciaram

Jean Araújo, colaboração para a CNN Brasil, São Paulo
Deputada federal e presidente do PT, Gleisi Hoffmann  • Paulo Sérgio/Câmara dos Deputados
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A deputada federal pelo Paraná e presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, criticou a associação que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), fez a respeito do candidato à Prefeitura paulistana, derrotado no segundo turno, Guilherme Boulos (PSOL).

No X (antigo Twitter), Gleisi escreveu que a alegação do republicano "é um crime dos mais graves" e que a ação, realizada no dia das eleições, teria sido uma estratégia para driblar a Justiça Eleitoral.

"Tarcísio deixou pra espalhar na manhã da eleição a maior fake news de toda a campanha. É um crime dos mais graves a divulgação, pelo governo de São Paulo, de bilhetes apócrifos, tentando associar a campanha de Boulos e Marta a uma facção criminosa”, escreveu.

“Deixou pra espalhar essa mentira só hoje pra tentar escapar da Justiça Eleitoral, armação rasteira e covarde, típica dos seguidores de Bolsonaro como Tarcísio e Nunes. Além de crime eleitoral, é um ataque e uma ofensa aos eleitores e eleitoras de Boulos e Marta", complementa o post da deputada.

Em nota conjunta, os diretórios estaduais e municipais do Partido dos Trabalhadores afirmaram que o governador deveria ser preso por suposto crime eleitoral.

"Amanhã o governador responderá pelos seus atos. Ele deveria ser preso por usar a máquina pública para cometer mais esse crime eleitoral", diz trecho do comunicado, assinado por Kiko Celeguim, presidente do diretório estadual do PT de São Paulo, e Laércio Ribeiro, presidente do diretório municipal do partido na capital.

Declaração de Tarcísio

Nesta manhã, Tarcísio de Freitas afirmou que há informações de que o crime organizado teria orientado os paulistanos a votarem em Guilherme Boulos.

A fala foi dada a jornalistas no local de votação do governador. Juntos a ele, estava o prefeito reeleito, Ricardo Nunes, o vice, Coronel Melo Araújo, e apoiadores.

Em resposta, Boulos acionou a Justiça Eleitoral contra Tarcísio por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.

A CNN entrou em contato com a assessoria de Tarcísio e com a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) e, em resposta, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo afirmou que “o Sistema de Inteligência da Polícia Militar interceptou a circulação de mensagens atribuídas a uma facção criminosa determinando a escolha de candidatos à prefeitura nos municípios de Sumaré, Santos e Capital. A Polícia Civil investiga a origem das mensagens”.

Apuração

CNN acompanha, em tempo real, a apuração dos votos em todas as 51 cidades do Brasil que disputam o segundo turno neste domingo (27).

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