Kassio diz que TSE vai priorizar transparência e didatismo em pesquisas
Presidente da Corte deixa selo de acurácia em segundo plano após críticas e afirma que foco no 2º turno será tornar registros mais claros e acessíveis ao eleitor

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou neste domingo (4) que a Corte vai priorizar, no segundo turno, medidas para ampliar a transparência e tornar mais didáticas as informações sobre pesquisas eleitorais.
Segundo o ministro, a partir desta segunda-feira (5), as empresas responsáveis pelos levantamentos deverão preencher informações adicionais de forma mais acessível ao eleitor. Kassio disse que o objetivo é facilitar a compreensão dos registros, que hoje reúnem dados técnicos e metodológicos considerados complexos para o público em geral.
“A prioridade eram duas: dar mais transparência aos registros e tentar uma fórmula, que iniciaremos amanhã, de colocar uma parte mais didática, porque o registro é complexo para o cidadão comum”, afirmou durante entrevista coletiva após o encerramento do primeiro turno.
A sinalização representa um recuo em relação à proposta apresentada pelo próprio Kassio em julho de criar um “selo de acurácia” para reconhecer institutos cujas pesquisas mais se aproximassem dos resultados oficiais das urnas. A ideia enfrentou resistência de empresas do setor e de integrantes do próprio TSE.
Institutos criticaram a iniciativa sob o argumento de que pesquisas eleitorais retratam um momento específico da disputa e não devem ser tratadas como previsões do resultado final. Desde então, Kassio passou a defender outras medidas voltadas à transparência dos levantamentos, entre elas alterações na forma como os dados são registrados e apresentados ao público.
Selo de acurácia
Como mostrou a CNN, em julho, Kassio Nunes Marques apresentou nesta terça-feira (14) uma proposta de selo de acurácia a institutos de pesquisa que mais se aproximarem do resultado oficial das eleições.
A proposta buscava reconhecer e valorizar as empresas de pesquisa eleitoral cujas estimativas apresentarem maior aderência aos resultados oficiais proclamados pela Justiça Eleitoral. A minuta foi apresentada durante reunião dos ministros do TSE com representantes de 19 institutos de pesquisa.
A proposta prevê que o selo será concedido nos anos em que houver eleições gerais e terá por escopo as eleições para as chefias do Poder Executivo Nacional, Estadual ou Distrital. A ideia foi apresentada logo após o ministro vetar a veiculação da pesquisa AtlasIntel que apontou, pela primeira vez, queda no desempenho de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a revelação do caso Dark Horse.


