Lula questiona "tesouraço" de Flávio: "De onde vai sair esse corte?"

Em ato de campanha em Natal (RN), presidente afirmou que seu adversário precisa explicar em quais setores serão feitos os cortes nos gastos públicos

Danilo Moliterno, Layssa Vilela e Lorenzo Santiago, da CNN Brasil, Natal e Brasília
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou neste sábado (10) o "tesouraço" proposto pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) caso seja eleito ao Palácio do Planalto.

O congressista do PL afirmou durante a campanha que fará um corte nos gastos públicos. A campanha de Flávio, porém, tem destacado que, se eleito, ele não vai cortar benefícios sociais. O candidato tem assegurado a manutenção e reajuste do Bolsa Família.

Em discurso neste sábdo, Lula disse que ser adversário precisa explicar como serão feitos esses cortes proposto pelo adversário.

"É preciso que a sociedade comece a se perguntar: de onde vai ser esse corte? Não conheço ninguém da elite que governou esse país que teve coragem de cortar dos empresários", disse.

A declaração ocorreu durante uma caminhada em Natal (RN), agenda que deu início ao giro do petista pelo país rumo ao segundo turno. A campanha de Lula busca reverter a desvantagem que o candidato à reeleição teve no primeiro turno. Flávio terminou a primeira rodada com 47,03% dos votos enquanto o atual presidente recebeu 45,16%.

O petista também afirmou que o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi responsável por realizar cortes nos programas Farmácia Popular, Mais Médicos, Minha Casa, Minha Vida, além de não ter promovido reajuste do salário mínimo e da aposentadoria acima da inflação.

O mandatário também aproveitou o começo de campanha no Nordeste para lembrar das medidas de seu governo para a região. Lula afirmou que algumas obras de infraestrutura foram importantes, como a transposição do rio São Francisco, canal do sertão da Bahia e da Transnordestina.

"Vocês sabem o que era o Nordeste antes de o PT ganhar a Presidência e o que é agora. Vocês sabem quantas universidades, institutos, mestres e doutores a gente tinha antes e quantas a gente tem agora", afirmou.