Lula diz ter “leve impressão” de que não haverá segundo turno

Presidente afirmou, em entrevista à Band, que não acredita na realização de uma segunda rodada de votação

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo (27) ter “uma leve impressão” de que não haverá segundo turno na eleição presidencial. Em entrevista à Band, Lula disse acreditar que vencerá a disputa já na primeira rodada de votação.

“Eu tô com uma leve impressão de que não haverá segundo turno. Veja, eu acho que o povo brasileiro quando ele for votar eu tenho que pensar em você primeiro construa na sua cabeça o mundo que você quer o mundo que você deseja de ter o futuro depois tente ligar o que você pensa o futuro do Brasil é quando a pessoa fizer isso ele vão ter que comparar Lula e Alckmin com os outros. Não tem comparação”, disse.

Lula lembrou de sua própria trajetória e do vice-presidente Geraldo Alckmin e pediu que o eleitor confira exatamente os outros candidatos, suas biografias e seu passado. Assim, o presidente afirmou que “vai ser simples a escolha” e acha “que nós vamos ganhar as eleições no primeiro turno”.

Lula quer mudar critério para indicação de ministros do STF

Na entrevista, Lula também afirmou que pretende mudar o critério de escolha de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). Segundo o presidente, a indicação não deveria depender exclusivamente do chefe do Executivo e deveria contar com a participação da sociedade civil.

“Eu acho que tem que mudar o critério. Eu acho que não pode ser só o presidente que indique”, afirmou.

Lula defendeu a criação de um colegiado para analisar os nomes antes que sejam enviados ao Senado. Entre as instituições que poderiam participar, citou a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), entidades de juristas, sindicatos e organizações empresariais.

“Você pode escolher um colégio de notáveis que possa analisar o envio para o Senado dos nomes para ser dito à Suprema Corte”, afirmou.

O presidente disse ainda que o ministro do STF precisa ter responsabilidade com a sociedade brasileira e destacou o papel da Corte como guardiã da Constituição.

“Um ministro da Suprema Corte, ele é o guardião da Constituição. Depois dele, ninguém pode mais nada. Eles podem tudo”, declarou.

Questionado sobre a possibilidade de indicar uma mulher para a vaga atualmente aberta no STF, Lula afirmou que o gênero não deve ser o único critério.

“E o Supremo, a gente indica de acordo, sabe, com a necessidade e a qualidade das pessoas”, afirmou.

O presidente disse que não teria problema em escolher uma mulher caso haja candidatas em condições equivalentes.

“Se tiver mulher, sabe, em condições as mesmas, eu já indiquei duas. Não tem nenhum problema de indicar a mulher”, declarou.

Lula afirmou ainda que está preocupado com a biografia dos futuros ministros e com o processo de escolha.

“É preciso a gente discutir com muito mais cuidado a biografia das pessoas que vão assumir a Suprema Corte. Eu estou preocupado agora é com o critério de indicação”, disse.