Lula e Flávio focam em Minas na primeira semana da campanha eleitoral

Historicamente, candidato que vence em MG ganha as eleições

Danilo Moliterno e Luciana Amaral, da CNN Brasil, São Paulo e Rio de Janeiro
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Os dois candidatos à Presidência da República mais bem colocados nas pesquisas de intenção de voto, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), decidiram priorizar agendas em Minas Gerais nesta primeira semana oficial de campanha eleitoral.

Lula vai a Belo Horizonte na próxima sexta-feira (21). Na capital mineira, o petista participa do lançamento de sua chapa no estado, com foco na candidatura de Patrus Ananias ao Palácio Tiradentes. Essa deve ser a primeira parada da campanha do mandatário, após a largada em São Bernardo do Campo (SP).

Há a previsão de Lula voltar a Belo Horizonte ainda neste mês. Em 29 de agosto, o petista retorna à capital para participar de encontro nacional com mulheres. O eleitorado feminino vem sendo um dos alvos do início da campanha petista.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, terá agendas em Juiz de Fora e em Belo Horizonte nesta segunda-feira (17). Na primeira parada, participará de uma motociata pela manhã. Ele sairá do aeroporto e vai até a Praça da Estação (Praça Doutor João Penido), no centro, onde discursará em um carro de som.

O local é bem próximo de onde seu pai, Jair Bolsonaro (PL), sofreu a facada durante a campanha presidencial de 2018. A intenção é justamente repetir ações que remetam ao pai, atualmente em prisão domiciliar, em Brasília. Flávio costuma falar de Jair Bolsonaro em discursos e até comeu pão na chapa com leite condensado, como gosta o ex-presidente.

À noite, em Belo Horizonte, Flávio participa do lançamento da candidatura de Flávio Roscoe (PL) ao governo estadual.

Minas Gerais é estratégico para as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro por ser o segundo maior colégio eleitoral do país e ocupa uma posição central nas disputas pelo Palácio do Planalto. Em 2026, a importância de Minas é reforçada por um cenário de equilíbrio entre os dois principais candidatos, o que transforma o estado em uma peça relevante na disputa nacional.

O peso de Minas também ajuda a explicar a dificuldade encontrada pelos dois campos para definir os palanques estaduais. Lula passou meses à espera de uma definição de Rodrigo Pacheco (PSB) para a disputa pelo governo local, mas o senador decidiu não se candidatar. O PT decidiu então lançar Patrus Ananias (PT), ex-prefeito da capital mineira.

Do outro lado, Flávio Bolsonaro também esperou por uma definição na direita, com idas e vindas do senador Cleitinho (Republicanos). No final das contas, apesar de Cleitinho se lançar ao governo estadual, o PL decidiu lançar candidatura própria por meio do Flávio Roscoe. No início, havia, ainda, uma possibilidade de composição com o grupo do governador Romeu Zema (Novo), que não vingou.

Esses candidatos ao governo mineiro – Patrus Ananias e Roscoe – só foram definidos ao final do período das convenções partidárias.

A busca por um palanque competitivo, portanto, passou pela tentativa de reunir forças capazes de ampliar a presença do presidente no segundo maior colégio eleitoral do país. No final, nem Flávio e nem Lula conseguiram tornar viável sua primeira opção.

Mesmo nesse cenário, priorizam o estado nas suas agendas de viagens pela importância de Minas Gerais no resultado da corrida presidencial.