Lula vê subordinação dos Bolsonaro aos EUA; Flávio o acusa de defender PCC
Presidente questionou se o senador pretende entregar minerais críticos e terras raras aos americanos; candidato do PL acusou Lula de estar subordinado a organizações criminosas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo (18), durante o debate na TV Bandeirantes, que vê uma "subordinação" da família Bolsonaro ao governo dos Estados Unidos. Já o candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse que Lula defende facções criminosas, como o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho).
Lula questionou se seu adversário tinha a pretensão de entregar os "minerais críticos" e as "terras raras" aos Estados Unidos.
"É notável e é notado pelo povo brasileiro que a família Bolsonaro está subordinada aos interesses americanos. O irmão [Eduardo Bolsonaro] tá lá fazendo pressão, instigando o golpe contra o Brasil. Outros que roubaram aqui estão lá. E nós estamos trabalhando para que o Brasil seja efetivamente, depois da China, o país melhor qualificado", disse Lula.
Flávio rebateu e disse que o presidente está "subordinado" às facções criminosas.
"Agora eu quero falar sobre soberania, porque é muito importante essa quantidade de mentiras que ele conta aqui. Gente, tá todo mundo com medo nas ruas. Sabe por quê? Porque hoje, sob o governo Lula, o Brasil tá subordinado às organizações terroristas", disse.
O debate também foi promovido pelo jornal Estadão e pelas emissoras de rádio e televisão Cultura, Gazeta e Jovem Pan.
Primeiro debate entre Flávio e Lula
O debate deste domingo foi o primeiro com a presença de Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva . Durante o primeiro turno, os candidatos evitaram participar dos embates promovidos pelos canais de comunicação.
Dentre as alegações, a equipe de Lula previa um isolamento do presidente entre os concorrentes de direita — o que não seria produtivo para o petista —, enquanto, do lado de Flávio, a presença era condicionada ao comparecimento do atual presidente.
Com isso, os debates previstos foram cancelados, com exceção do primeiro, realizado pela Band, que reuniu Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD). Durante o encontro, os participantes criticaram as ausências de Flávio e Lula.
A partir da definição do segundo turno, com Flávio garantindo 47,03% dos votos, enquanto Lula teve 45,16%, ambos os candidatos demonstraram interesse em comparecer aos debates da segunda etapa do pleito.

