Na TV, Lula reagirá sobre custo de vida e prometerá novo teto ao MEI

Programa é exibido sob questionamentos, inclusive de aliados, sobre suposta "desconexão" da campanha de temas do dia a dia popular

Danilo Moliterno e Luciana Amaral, da CNN Brasil, Brasília
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O programa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na propaganda eleitoral na TV e rádio desta quinta-feira (17) apresentará uma reação às críticas da oposição — em especial de Flávio Bolsonaro (PL) — ao custo de vida e preço dos alimentos no Brasil, segundo estrategistas da campanha petista.

Mesmo aliados do presidente vinham questionando a campanha por uma suposta "desconexão" de temas do dia a dia popular. Em parte de suas propagandas, Lula dedicou espaço a assuntos como soberania e minerais críticos.

Uma das apostas para a peça é indicar que, por meio da reforma tributária, o governo Lula isentou a cesta básica de impostos federais. O programa vai reforçar a comparação com governo de Jair Bolsonaro e dirá que entre os feitos do ex-presidente está a redução de tributos para jatinhos e jet skis.

Lula também deve voltar a comparar a inflação de alimentos em seu governo e no do antecessor — indicando que os preços subiram 13% nos últimos quatro anos e 54% sob Bolsonaro.

O petista também prometerá ampliar o teto de faturamento para o MEI (Microempreendedor Individual). Aliados do presidente apostam na pauta para se reconectar com o grupo durante as eleições.

Um projeto enviado pelo governo Lula ao Congresso Nacional reajusta progressivamente o limite anual do MEI, que passa de R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027 e para R$ 140 mil para 2028. A modalidade também poderá contratar até dois empregados.

O entorno de Lula admite nos bastidores a dificuldade de romper a resistência ao petista neste eleitorado – uma preocupação para o núcleo político do PT.

Na avaliação de integrantes da campanha de Flávio, por mais que o programa de Lula seja inédito, não será a peça que deve alavancar o concorrente.

Um aliado de Flávio afirmou que o atual presidente teve "quatro anos pra fazer alguma coisa inédita para resolver o custo de vida" e ter "certeza que não será um programa de TV inédito que vai colocar comida no prato das pessoas".