PF define equipes de segurança para cinco pré-candidatos à Presidência

Presidenciáveis foram classificados em níveis de ameaça; no dia 20, deve ser inaugurada uma sala de comando e controle dedicada exclusivamente ao acompanhamento das eleições

Elijonas Maia e Gabriela Boechat, da CNN Brasil, Brasília
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A PF (Polícia Federal) já definiu equipes de segurança para cinco pré-candidatos à Presidência da República que solicitaram proteção durante o período eleitoral. Os grupos são compostos por delegados, agentes e escrivães especializados na segurança de autoridades.

Segundo apurou a CNN, os policiais selecionados passaram por um curso específico de segurança presidencial, que reuniu cerca de 500 integrantes da corporação. Apenas os servidores capacitados nessa formação poderão atuar na proteção dos pré-candidatos.

A avaliação de risco realizada pela PF classificou os pré-candidatos em quatro níveis de ameaça: muito alto, alto, moderado e baixo.

Além disso, no próximo dia 20, a PF deve inaugurar uma sala de comando e controle dedicada exclusivamente ao acompanhamento das eleições. O espaço funcionará como centro de coordenação das ações de segurança dos candidatos, reunindo informações em tempo real e servindo de base para o planejamento das operações.

A PF ainda deve definir quem serão os coordenadores responsáveis por cada equipe de proteção e acompanhamento das medidas de segurança ao longo da campanha eleitoral.

Conforme mostrou a CNN, em março, a PF apresentou a instâncias do governo federal e ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) um plano preliminar sobre a segurança dos presidenciáveis nas eleições de 2026.

Naquela ocasião, já estavam previstas a mobilização de ao menos 458 agentes da PF e um pedido de R$ 200 milhões em verba extra para aquisição de tecnologias de proteção aos candidatos, como veículos blindados e até um sistema antidrone.

Assim como em pleitos anteriores, o número de agentes envolvidos na proteção de cada candidato vai levar em consideração o risco ao qual o presidenciável está exposto.

Dentre as aquisições, foram destacadas viaturas blindadas, distribuídas a todas as superintendências regionais desta PF, que utilizadas como “carros VIP” dos candidatos em seus deslocamentos no período em que estiverem protegidos pela PF.

O plano preliminar foi considerado robusto e respondeu ao histórico recente de violência física e moral contra candidatos, no Brasil e no exterior, na avaliação de pessoas próximas ao assunto.