Possível candidatura de Haddad ao Senado preocupa direita em São Paulo

Dirigentes de siglas de direita preveem eleição legislativa "dividida"

Vinícius Murad, da CNN Brasil, São Paulo
Ministro da Fazenda, Fernando Haddad
Ministro da Fazenda, Fernando Haddad  • 28/08/2025. REUTERS/Jorge Silva
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A possibilidade de Fernando Haddad (PT) sair candidato ao Senado em São Paulo nas eleições de 2026 repercute entre dirigentes de partidos da centro-direita paulista.

Segundo dirigentes que compõem a coalizão que apoia Tarcísio de Freitas (Republicanos) na disputa pela reeleição ao governo estadual, a tendência é que a eleição seja dividida. O plano do grupo é eleger dois nomes ao Senado neste ano, uma vez que, em 2026, serão duas cadeiras em disputa.

Fontes revelaram à CNN Brasil que o otimismo sobre eleger dois candidatos do grupo "enfraqueceu".

A leitura é pragmática e baseada em pesquisas internas. O nome de Haddad pode performar de forma significativa na região metropolitana da capital, elegendo o ministro da Fazenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e deixando apenas uma cadeira para a direita.

A chapa da centro-direita deve ter Guilherme Derrite (PP), ex-secretário de Segurança Pública e deputado federal, ao lado de um nome decidido pelo PL.

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), apontado como postulante na disputa, não tende a ser o escolhido, visto que está morando nos Estados Unidos depois de perder o mandato na Câmara. Ele defende o deputado estadual Gil Diniz (PL) como candidato.

Há meses existe um acordo verbal de que os nomes ao Senado seriam Derrite e alguém a ser escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

No entanto, a insistência de Valdemar Costa Neto, presidente do PL, por indicar o companheiro de chapa de Tarcísio pode mudar o cenário. A cadeira de vice, que hoje está com o PSD de Gilberto Kassab, ao ir eventualmente para o PL, poderia abrir espaço para que a "segunda candidatura" ao senado vá para o PSD.