Quem é Gabriel Azevedo, candidato ao governo de Minas Gerais
Ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, candidato de 40 anos concorre ao governo do estado pela primeira vez

Vereador de Belo Horizonte por dois mandatos, Gabriel Azevedo (MDB) presidiu a Câmara Municipal da capital mineira antes de oficializar a disputa ao governo de Minas Gerais. O estado é o segundo maior colégio eleitoral do país, atrás apenas de São Paulo.
Bacharel e mestre em Direito pela Faculdade Milton Campos, o candidato também possui formações em Jornalismo e Publicidade e Propaganda pela PUC Minas. No exterior, fez pós-graduação em Competitividade Global pela Georgetown University e mestrado em Cidades pela LSE - London School of Economics and Political Science. Atualmente, além da atuação política, é empresário e professor universitário.
Azevedo iniciou a trajetória na vida pública aos 20 anos. Pouco tempo depois, assumiu como subsecretário de estado da juventude, função voltada à articulação de políticas públicas para a população jovem.
Foi eleito vereador em Belo Horizonte pela primeira vez em 2016, sendo reeleito quatro anos depois. No fim de 2022, assumiu a presidência da Câmara Municipal.
No Legislativo, ganhou destaque ao presidir a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da BHTrans, que investigou possíveis irregularidades nos contratos do sistema de transporte coletivo da capital.
A mobilidade urbana permanece sendo uma das principais bandeiras do ex-vereador. Em sabatina à CNN Brasil, ele defendeu a expansão da malha ferroviária e afirmou que novos investimentos no setor são necessários para o desenvolvimento de Minas Gerais.
Sua única participação em uma eleição majoritária ocorreu em 2024, quando concorreu à Prefeitura de Belo Horizonte. Gabriel terminou a disputa em quarto lugar, com 10,55% dos votos.
No registro apresentado à Justiça Eleitoral em 2026, declarou patrimônio de R$ 1.702.153,88. A relação inclui apartamentos, veículos e aplicações financeiras no Brasil e no exterior.
Propostas
Em seu plano de governo, Gabriel propõe desenvolver e iniciar projetos de expansão da malha ferroviária no estado. À CNN Brasil, reconheceu que as obras não seriam concluídas ao longo de sua gestão, caso eleito, mas ressaltou a importância de dar início ao programa.
"A ferrovia não é um sonho, é uma necessidade para Minas. Eu sei que é caro para fazer, mas é mais caro ainda não fazer", afirmou.
Na área fiscal, o postulante defende a adesão de Minas Gerais ao PROPAG (Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados), além da adoção de medidas de contenção de gastos e de equilíbrio das contas públicas.
Para o candidato, o próximo governador também deverá buscar diálogo e articulação com o governo federal, independentemente de quem estiver à frente da presidência da República.
Seguindo o mesmo posicionamento do seu partido, MDB, Gabriel adotou uma postura de neutralidade em relação à eleição presidencial e não declarou apoio a nenhum dos nomes que disputam o Palácio do Planalto.


