Quem é Weller Gonçalves, candidato ao Senado por SP

Sindicalista concorre pela primeira vez à Casa Alta, mas já disputou vaga a deputado federal e vereador

Leticia Moreira, colaboração para a CNN Brasil, São Paulo
Compartilhar matéria

Weller Gonçalves é candidato do PSTU (Partido Socialista Dos Trabalhadores Unificado) ao Senado por São Paulo. Esta é a terceira eleição dele, mas a primeira que concorre a uma vaga na Casa Alta.

Weller traz como candidatos a primeiro e segundo suplentes, respectivamente, Maria Guilherme (PSTU) e Bruno Teixeira (PSTU).

Anteriormente, o candidato concorreu, também pelo PSTU, a deputado federal, em 2022, e a vereador, em 2024. Não foi eleito em nenhuma das ocasiões.

Ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), declarou apenas um carro de R$ 19 mil em bens.

Weller tem 40 anos, é natural de São Paulo (SP), casado, tem Ensino Médio completo e é trabalhador metalúrgico e siderúrgico. Embora tenha nascido na capital paulista, ele e a família se mudaram para São Carlos, no interior do estado, quando ele tinha seis anos, onde permaneceu até os 25. Depois, em 2011, mudou-se para São José dos Campos, cidade em que mora até hoje.

Weller começou a trabalhar aos 15 anos como servente de pedreiro na Construção Civil, mas também já foi atendente de fastfood. É técnico em Mecânica formado pelo Instituto Federal de São José dos Campos e, aos 18 anos, começou a trabalhar na indústria metalúrgica. Segundo o site oficial do candidato, nesse meio, começou a se identificar com a militância sindical e participou de sua primeira greve.

Em 2006, aos 20 anos, entrou para o PSTU, sigla que descreve como "escola de luta, coerência e independência de classe".

Em 2015, tornou-se parte da diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos. Em 2018, assumiu a presidência da organização e, hoje, está em seu terceiro mandato. O candidato prega a luta pelo socialismo e organização dos trabalhadores.

Entre as propostas, Weller defende a construção de uma greve geral pela aprovação da PEC do fim da escala 6x1, que aguarda votação no Plenário do Senado.

Como projeto, ele também quer o fim dos privilégios de políticos, como os altos salários. que todas as empresas estratégicas (nos setores de energia, comunicação, defesa, recursos naturais, saneamento básico e tecnologia) sejam estatizadas ou reestatizadas; e a revogação de reformas como a trabalhista e previdenciária.