Quem é Wilson Lima, candidato ao Senado pelo Amazonas
Aos 50 anos, candidato do União Brasil já foi governador do estado por duas vezes; carreira política de Lima começou em 2018, quando chegou pela primeira vez ao governo amazonense

Wilson Lima, do União Brasil, é candidato ao Senado pelo Amazonas nas eleições de 2026. Aos 50 anos, nasceu em Santarém, no Pará, e é casado. Sua ocupação declarada à Justiça Eleitoral é jornalista e redator.
Lima tem Luís Mário Bonates, também do União Brasil, como 1º Suplente; e Babá Tupinambá, do Progressistas, como 2º Suplente.
Wilson Lima nasceu em 26 de junho de 1976 e se mudou para o Amazonas há cerca de 20 anos. A carreira política dele teve início em 2018, quando chegou pela primeira vez ao governo estadual. Lima foi eleito no segundo turno das eleições daquele ano pelo PSC (Partido Social Cristão).
Em 2022, Wilson se reelegeu ao cargo pelo União Brasil após derrotar Eduardo Braga (MDB) no segundo turno da disputa estadual.
Nas duas eleições, enfrentou políticos locais experientes, como Amazonino Mendes (então no PDT), Omar Aziz (PSD) e o próprio Braga, todos ex-governadores. Em ambas as campanhas, se estabeleceu como um opositor da "política tradicional".
Em abril deste ano, Wilson renunciou ao cargo de governador. A renúncia aconteceu pouco mais de um mês depois de ele realizar um evento em Manaus para anunciar que cumpriria todo o seu segundo mandato como governador por um "acordo com o povo do Amazonas".
Durante a pandemia da Covid-19, em setembro de 2021, Wilson foi alvo de uma operação da Polícia Federal para investigar supostas irregularidades em contratações e chegou a ter bens de sua casa apreendidos.
Ele foi convocado como testemunha da CPI da Covid, mas recorreu ao STF (Supremo Tribunal Federal) para não comparecer, já que era investigado pela PF. Terminou indiciado pelo relatório da CPI por epidemia com resultado morte, prevaricação e crimes de responsabilidade.
Agora, ao se colocar na linha de opções para concorrer a uma das vagas do Amazonas ao Senado Federal, Lima é candidato pelo União Brasil, que disputa a eleição em coligação com o União pelo Amazonas, composta pelo PSB (Partido Socialista Brasileiro), Federação União Progressista e o Podemos.
A candidatura foi oficializada em 7 de agosto de 2026 e está deferida pela Justiça Eleitoral. O limite legal de gastos para a disputa é de R$ 3.811.887,03 no primeiro turno.
Propostas
Como governador, Wilson chegou a implementar o RespirAr, programa de atendimento aos pacientes com sequelas da Covid-19; o Prato Cheio, que oferece refeições a R$ 1; e o Auxílio Estadual, que remunera amazonenses em R$ 150.
Além dos programas, Lima também criou unidades especializadas de Centros de Atenção a crianças e adolescentes atípicos, hospitais veterinários públicos e realizou reformas em leitos de UTIs (Unidades de Terapia Intensiva).
Em sua campanha eleitoral, Wilson Lima tem como foco reforçar os programas criados durante o período em que governou o estado, além de defender propostas como redução da maioridade penal, castração química de estupradores e penas endurecidas para agressores de mulheres.
Bens declarados
Wilson Lima declarou mais de R$ 597,2 mil em bens à Justiça Eleitoral, correspondentes a aplicação de renda fixa, cotas de capital de uma empresa, um apartamento e depósito bancário em conta corrente.
A campanha já declarou mais de R$ 1,8 milhão em receitas, sendo cerca de 88,8% do valor proveniente de doação do diretório nacional do União e 5,91% do diretório estadual/distrital do União Amazonas.
As despesas contratadas somam mais de R$ 1,6 milhão: R$ 400 mil em produção de programas de rádio, televisão ou vídeo, R$ 373 mil em atividades de militância e mobilização de rua, R$ 350 mil em despesa com impulsionamento de conteúdos, R$ 200 mil em comícios e R$ 110 mil em publicidade por materiais impressos.
Até a última atualização, cerca de R$ 615 mil despesas pagas tinham sido declaradas.
Eleições de 2026
As eleições de 2026 acontecem em 4 de outubro, quando os eleitores vão às urnas para escolher presidente da República, governadores, senadores e deputados federais, estaduais e distritais.
Caso haja segundo turno para os cargos de presidente e governador, a votação será realizada em 25 de outubro.
Wilson Lima disputa o cargo contra outros oito candidatos: Capitão Alberto (PL), Dailson Corrêa (DC), Eduardo Braga (MDB), Evandro de Oliveira (PSTU), Ismael Munduruku (Rede), Plinio Valério (PSDB), Professora Evany (PSOL) e Xuxa do Amazonas (Mobiliza).
O que faz um senador?
O mandato de um senador tem duração de oito anos e qualquer cidadão brasileiro com mais de 35 anos, que esteja em pleno exercício dos direitos políticos, tenha filiação partidária e domicílio eleitoral no estado que deseja representar pode se candidatar.
Junto com a Câmara dos Deputados, o Senado Federal compõe o Congresso Nacional.
Entre as atribuições de um senador estão a de elaborar e aprovar leis, fiscalizar o Estado brasileiro e aprovar indicações para cargos como ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), procurador-geral da República e presidentes e diretores do Banco Central.
Quem ocupa o cargo também se torna inviolável civil e penalmente e só pode ser preso se houver flagrante de crime inafiançável. Eles só podem ser levados a julgamento pelo STF.
Cada estado brasileiro é representado no Congresso Nacional por três senadores, com mandatos de oito anos. Nas eleições de 2026, cada eleitor poderá escolher até dois senadores.


