Quem são os candidatos ao governo do Mato Grosso em 2026
Eleição terá seis candidatos registrados e eleitorado de 2,63 milhões de pessoas em 141 municípios
O Mato Grosso tem seis candidatos na disputa pelo governo estadual nas eleições de 2026. O estado tem 2,6 milhões eleitores aptos a votar em 141 municípios.
Com uma economia marcada pelo agronegócio e presença de produtores rurais entre os principais grupos de influência política, Mato Grosso reúne nomes ao governo com trajetórias diferentes, entre políticos com mandatos anteriores e candidatos que concorrem pela primeira vez.
A seguir, os candidatos em ordem alfabética.
Maurício Coelho (Mobiliza) - 55
Maurício Coelho de Souza Junior, 32 anos, é empresário e nasceu em Itabira (MG). Ele disputa o governo pelo Mobiliza, em chapa isolada. É a primeira candidatura de Coelho ao governo de Mato Grosso registrada na Justiça Eleitoral.
O candidato declara ter ensino superior incompleto. Seu vice é Wagner Malheiros, 58 anos, também do Mobiliza. Coelho é o mais jovem entre os candidatos registrados ao governo. Ele também está entre os nomes que não haviam ocupado anteriormente um cargo eletivo estadual ou federal.
Natasha Slhessarenko (PSD) - 33
Natasha Slhessarenko Fraife Barreto, 58 anos, é médica e nasceu em Cuiabá (MT). Filiada ao PSD, concorre ao governo à frente da coligação "Mato Grosso para todos", formada por PSD, PDT, PSB, Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) e Federação PSOL/Rede.
Ela é a única mulher entre os cinco candidatos registrados para o governo de Mato Grosso em 2026. Seu vice é Diogo Botelho, 42 anos, do PDT. Natasha tem ensino superior completo e não havia disputado anteriormente uma eleição.
Otaviano Pivetta (Republicanos) - 10
Otaviano Olavo Pivetta, 67 anos, nasceu em Caiçara (RS) e é o atual governador de Mato Grosso. Filiado ao Republicanos, disputa pela primeira vez uma eleição direta para governador, depois de assumir o Palácio Paiaguás após Mauro Mendes (União) renunciar ao cargo em março de 2026 para concorrer ao Senado.
Sua vice é Gisela Simona, 49 anos, do União Brasil. Gisela substituiu Fábio Garcia na composição da chapa em agosto, depois que o nome dele esteve envolvido em uma suspeita de desvio de R$ 308 milhões em dinheiro público em Mato Grosso.
A trajetória eleitoral de Pivetta inclui candidaturas a deputado estadual em 2006; vice-governador em 2010, 2018 e 2022; e prefeito de Lucas do Rio Verde em 2012 e 2016. Pivetta também declarou o maior patrimônio entre todos os candidatos a governador nos 26 estados e no Distrito Federal, segundo o TSE. O patrimônio informado à Justiça Eleitoral é de R$ 575,6 milhões.
Rafaell Milas (Missão) - 14
Rafaell Milas de Oliveira, 43 anos, nasceu em Umuarama (PR) e é publicitário. Ele concorre pelo Missão, em chapa isolada, e não havia disputado anteriormente uma eleição para o governo de Mato Grosso.
Milas tem ensino superior incompleto. Seu vice é Thales Sartorelo, 37 anos, também do Missão.
Sargento Laudicério (Agir) - 36
Laudicerio Aguiar Machado, 47 anos, nasceu em Cuiabá (MT) e é policial militar. Filiado ao Agir, é o único candidato que se declara pardo. Ele tem ensino superior completo e é solteiro. Seu vice é Alex Pucineli, 40 anos, também do Agir.
Laudicério já participou de quatro eleições antes da disputa pelo governo. Em 2018, concorreu a deputado federal pelo Democracia Cristã (DC). Em 2020, disputou uma vaga de vereador em Cuiabá pelo PSB. Dois anos depois, foi candidato a deputado estadual pelo Progressistas (PP). Em 2024, voltou a concorrer à Câmara Municipal de Cuiabá, desta vez pelo União Brasil.
Wellington Fagundes (PL) - 22
Wellington Antonio Fagundes, 69 anos, nasceu em Rondonópolis (MT) e é médico. Filiado ao PL, seu vice é Reinaldo Gomes de Moraes, do Novo. O candidato integra a coligação formada por PL, MDB, Novo e Federação Renovação Solidária, composta por PRD e Solidariedade.
Fagundes já disputou o governo de Mato Grosso em 2018, quando era filiado ao então PR. Também concorreu ao Senado em 2014 e 2022 e à Câmara dos Deputados em 2006 e 2010. Em 2004, foi candidato a prefeito de Rondonópolis.


