Simões espera que Marcelo Aro "não tenha tentado vincular recurso a apoio"

Governador de Minas Gerais rompeu com ex-secretário de Governo e disse que está preocupado com a gestão dos recursos da pasta sob comando do ex-aliado

Da CNN Brasil
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O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD) disse que está preocupado com a possibilidade de os recursos da Secretaria de Estado de Governo terem sido usados para outro fim que não o atendimento a prefeitos.

Em entrevista à Itatiaia, ele afirmou que verificará como a verba foi utilizada devido ao rompimento, anunciado nesta quinta (30), com o grupo político do ex-secretário Marcelo Aro (PP).

A secretaria de governo administra R$ 2 bilhões de emendas impositivas e quase outros R$ 2 bilhões em repasses para municípios. É uma administração que sempre tem de ser feita em benefício do município", disse.

"Agora, é claro que eu começo a me preocupar. Se ele estava há tempos organizando um caminho que não era o caminho de acompanhar a minha candidatura, se isso foi usado para alguma outra coisa que não tenha sido o atendimento dos prefeitos. É claro que agora com a saída do grupo deles vai ter que ser verificado”, acrescentou.

De acordo com o Mateus Simões, o secretário "traiu" Romeu Zema (Novo) - que era governador de Minas Gerais - e "parasitou" a gestão em prol de um projeto pessoal.

"Eu espero para o bem de Minas Gerais e para o bem do próprio ex-secretário Marcelo Aro, que ele não tenha tentado vincular liberação de recursos ao apoio de absolutamente ninguém, porque isso é crime".

Na sequência, ele ressaltou ainda que os repasses foram feitos "regularmente", mas que de alguma forma "pode ser admitido que tenha sido pedido qualquer tipo de apoio em troca de repasses de recursos".

"São coisas paralelas, não se misturam", finalizou.

Entenda

Durante o governo de Romeu Zema, Marcelo Aro foi secretário da Casa Civil e também chefiou a Secretaria de Governo, tendo sido responsável por toda a articulação política entre a gestão estadual e os outros poderes de Minas Gerais.

A ideia original, era de que ele integrasse a chapa encabeçada por Simões, como candidato ao Senado. No entanto, o que ocorreu foi que Aro decidiu articular uma candidatura própria ao governo de Minas, em um movimento que cria uma disputa com o atual governador que concorre à reeleição e que pode também interferir nos planos do PL (Partido Liberal) e do Republicanos, que ainda não decidiu sobre o lançamento da candidatura do senador Cleitinho Azevedo na disputa pelo Palácio de Tiradentes.