Veja os partidos que declararam apoio a Flávio Bolsonaro e a Lula
Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Augusto Cury estão entre os que apoiam Flávio; Samara, Hertz e Edmilson Costa oficializaram apoio a Lula

Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vão disputar o segundo turno das eleições 2026 em 25 de outubro. Flávio obteve 47,03% dos votos e Lula, 45,16%. Desde o resultado, candidatos derrotados e partidos já começaram a declarar apoio a um dos dois presidenciáveis, enquanto alguns outros ainda não definiram seu posicionamento.
Entre os apoiadores de Flávio, estão os ex-governadores Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), além de Augusto Cury (Avante) e Clariana Barão (DC).
Lula recebeu declarações de apoio do PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado), ligado ao ex-candidato Hertz Dias; do PCB (Partido Comunista Brasileiro), representado por Edmilson Costa; e do UP (Unidade Popular), de Samara Martins.
Até o momento, Renan Santos (Missão), Wilson Grassi (Democrata) e Rui Costa Pimenta (PCO) não declararam publicamente apoio a nenhum dos candidatos.
Quem declarou apoio a Flávio Bolsonaro
O escritor Augusto Cury, terceiro colocado na disputa presidencial, fechou apoio a Flávio Bolsonaro nesta quinta-feira (8). Na véspera, Cury havia pedido paciência e afirmado que se manifestaria "em breve". Ele recebeu 2,89% dos votos, o equivalente a 3,45 milhões de votos, em números absolutos.
Romeu Zema anunciou o apoio na segunda-feira (5), por meio das redes sociais. Ele afirmou que o país corre risco com mais quatro anos do PT (Partido dos Trabalhadores) e disse que, por coerência com sua trajetória, não poderia "ficar em cima do muro". Zema recebeu 0,27% dos votos, ou 326,5 mil.
"Em 2018 e 2022 estive com Jair Bolsonaro no segundo turno, e agora em 2026 apoio Flávio no segundo turno. O inimigo é um só. E ele será derrotado", declarou.
Durante a apuração dos votos do primeiro turno das eleições gerais, Zema já havia dito que "onde tiver PT, eu, Girão e Novo estaremos do outro lado".
Na terça-feira (6), Ronaldo Caiado oficializou seu apoio a Flávio durante um evento em Goiânia. Ele afirmou que estará com o senador "de corpo inteiro" e que a aliança é motivada pela convicção de "derrotar o PT". Ele recebeu 2,18% dos votos, cerca de 2,61 milhões.
Clariana Barão também anunciou apoio ao senador na quarta-feira (7), após reunião com o presidente nacional do PL (Partido Liberal), Valdemar Costa Neto. A candidata recebeu 0,03% dos votos, ou 40 mil, e colocou-se à disposição para colaborar com a campanha.
Clariana afirmou, porém, esperar que Flávio preserve os direitos conquistados pelas mulheres e assuma o compromisso de destinar a elas pelo menos metade das indicações ao STF (Supremo Tribunal Federal).
Quem declarou apoio a Lula
O partido UP (Unidade Popular) declarou apoio à reeleição de Lula nesta quinta-feira (8). A manifestação foi feita por Samara Martins, ex-candidata à Presidência, e pelo presidente nacional da sigla, Leonardo Péricles Vieira Roque. Samara recebeu 0,10% dos votos, o equivalente a cerca de 123 mil.
A legenda convocou a militância a ir às ruas para "derrotar o fascismo" e defendeu pautas como o fim do feminicídio e da escala de trabalho 6x1, a nacionalização das riquezas e o aumento do salário mínimo. "Bolsonaro nunca mais. Vamos derrotar o fascismo, vote 13 nesse segundo turno e viva a luta popular", afirmou Roque.
O PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado), de Hertz Dias, declarou apoio "crítico" a Lula na quarta-feira (7). Hertz recebeu 0,04% dos votos, o equivalente a 43,1 mil.
"Nós compreendemos o que significaria um governo de Flávio Bolsonaro no Brasil diante da ofensiva que existe do imperialismo norte-americano na América Latina e contra o nosso próprio país. Significaria aprofundar os ataques ao conjunto da classe trabalhadora e todos os seus setores oprimidos", justificou Hertz.
O PCB (Partido Comunista Brasileiro) também defendeu a derrota da extrema direita e o voto em Lula. Em publicação nas redes sociais, o candidato da sigla, Edmilson Costa, afirmou que a prioridade é preservar as liberdades democráticas e impedir a volta da extrema direita ao poder. Costa recebeu 0,02% dos votos, ou 22,6 mil.
Quem ainda não definiu apoio
Renan Santos, presidente do partido Missão e quarto colocado na disputa presidencial, ainda não anunciou apoio a nenhum dos candidatos. Ele recebeu 2,24% dos votos, cerca de 2,68 milhões.
Após especulações nas redes sociais sobre uma possível aproximação com Lula após publicar fotos de uma cortina e um tapete vermelhos, Renan negou a intenção de apoiar o petista.
"Eu odeio o PT. Eu jamais vou votar no Lula. Tá bom? Para com isso. Isso aqui é só uma cortina", afirmou nos stories do Instagram nesta quinta-feira (8). Ele também disse que não conversou nem pretende se encontrar com nenhum dos presidenciáveis.
O PCO (Partido da Causa Operária), de Rui Costa Pimenta, informou que definirá sua posição em uma Conferência Nacional. Segundo a sigla, a orientação será debatida e decidida pela militância, e não anunciada individualmente pelo presidente ou acertada em reunião fechada da direção. Rui Costa Pimenta recebeu 0,01% dos votos, ou 15 mil.
Wilson Grassi (Democrata), que recebeu 0,01% dos votos, ou 16,8 mil, também não anunciou uma decisão. Em vídeo publicado no Instagram, disse que consultou seus gatos e saruês sobre qual candidato apoiar, mas não chegou a um acordo. Depois, convocou os seguidores a comentar se deveria escolher Lula ou Flávio.


