Waack: Guerra no STF arrasta Tribunal Eleitoral para crise

Nesse contexto que a ala de força dentro do Supremo aposta na reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como fator promordial da própria sobrevivência

William Waack
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Não existe guerra religiosa no Brasil. O que existe é uma guerra literalmente de vida ou morte no topo da pirâmide de poder no Brasil, que está neste momento no STF (Supremo Tribunal Federal).

Não é uma guerra de de fricção. É uma guerra de destruição do adversário. Na superfície esse combate se dá por argumentos jurídicos ou técnicos.

Embora seja muito difícil encontrar coerência em juízes que ora atentam contra, e depois dizem defender a liberdade de expressão, como é o caso na presente celeuma sobre uma fake news envolvendo Nossa Senhora de Aparecida.

A questão de fundo continua sendo a relação de integrantes do Supremo com um vigarista – e a captura por eles do Supremo, que o STF não consegue abordar pois nesta guerra ainda vai decidir sobre uma questão de ordem que diz em palavras bem simples o seguinte: por quem vamos começar uma investigação, se um monte de gente aqui também tomou banho no mar de lama patrocinado por Vorcaro?

Nesse contexto que a ala de força dentro do Supremo aposta na reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como fator promordial da própria sobrevivência. É uma aposta de alto risco, pois depende de um pleito neste momento indefinido.

Porém, principalmente, depende de um processo que o Supremo não consegue mais reverter, que é a própria situação de descrédito, que a guerra já transferiu também para o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) – fora as insinuações de corrupção atingindo outros Tribunais Superiores.

Essa guerra não termina nas eleições, qualquer seu resultado. A destruição institucional está ainda em curso, com resultados imprevisíveis. Nem dá para falar ainda em reconstrução.