1 ano de "Debí Tirar Más Fotos": veja feitos do álbum de Bad Bunny
Disco fez o cantor porto-riquenho ser o maior vencedor do Grammy Latino de 2025 e rendeu seis indicações ao Grammy Awards 2026

O lançamento do álbum "Debí Tirar Más Fotos", do cantor Bad Bunny, completou 1 ano na segunda-feira (5) e, nesse período, o porto-riquenho alcançou o auge da sua carreira musical. Ele não só colocou seu país no centro da cultura global, como também colecionou sucesso de público e crítica.
Todo gravado ao vivo, o disco traz 17 faixas e conta apenas com músicos de Porto Rico. O projeto mescla ritmos tradicionais do país, como a plena, e traz referências contemporâneas do primeiro artista latino a emplacar três álbuns em espanhol no topo da principal parada de álbuns dos Estados Unidos, a Billboard 200.
O próprio título do álbum dá pistas dessa intenção, já que Benito olha para o passado na ilha caribenha e dá a si mesmo o conselho de registrar melhor os momentos que viveu, vive e viverá por ali.
"Debí Tirar Más Fotos" ficou por quatro semanas no topo da principal parada de álbuns dos Estados Unidos, a Billboard 200, e seus dois maiores hits também atingir posições altas no Billboard Hot 100: "DTMF" chegou na segunda posição e "Baile Inolvidable" alcançou a terceira.
Foi com esse disco que Bad Bunny se tornou o principal vencedor da edição deste ano do Grammy Latino ao levar para casa cinco gramofones: Álbum do Ano; Melhor Álbum de Música Urbana, Melhor Performance de Urban/Fusion e Melhor Música Urbana pela faixa-título, e Melhor Performance de Reggaeton por "Voy A Llevarte Pa Pr".
No Grammy Awards, cuja cerimonia acontecerá no dia 1º de fevereiro, o porto-riquenho chega com seis indicações: Álbum do Ano, Melhor Capa de Álbum, Melhor Álbum de Música Urbana, Gravação do Ano ("DMTF"), Canção do Ano ("DMTF") e Melhor Performance de Música Global ("EoO").
O disco também rendeu uma residência histórica de 30 shows em San Juan, capital de Porto Rico, que atraiu alguns dos principais nomes da indústria do entretenimento ao país. As apresentações provocaram, inclusive, um aumento de 35% do uso do Tinder no país.
Após a residência em Porto Rico, Bad Bunny saiu em uma turnê mundial — que, curiosamente, não inclui os Estados Unidos, o maior mercado da indústria musical. Fãs especulam que a decisão de excluir os EUA esteja relacionada às críticas recentes do cantor às políticas norte-americanas, como a repressão à imigração durante o governo de Donald Trump, que atingiu fortemente os latinos.
No início de 2025, ele publicou um story no Instagram com o que parecia ser uma batida da polícia de imigração (ICE), e chamou os agentes de “filhos da p***” por perseguirem pessoas apenas tentando trabalhar.
Bad Bunny vem ao Brasil para se apresentar em duas noites no Allianz Parque, em São Paulo, em fevereiro.


