Programação da 34ª Bienal de São Paulo é alterada por coronavírus

Em nota, Fundação Bienal afirma que exposição coletiva será aberta ao público no dia 3 de outubro

Agência Brasil
29 de março de 2020 às 13:37 | Atualizado 29 de março de 2020 às 16:02
Térreo do Pavilhão Ciccillo Matarazzo da Bienal, em São Paulo
Foto: Andres Otero/ Divulgação Fundação Bienal

A Fundação Bienal alterou a programação da exposição coletiva da 34ª Bienal de São Paulo. A mudança aconteceu em meio à pandemia do novo coronavírus, que tem impactado a agenda de inúmeros eventos no mundo todo. Agora, a nova edição da Bienal está marcada para abrir ao público no dia 3 de outubro - a data inicialmente prevista era 5 de setembro.

Com a mudança no calendário, o período de visitações ao espaço foi ampliado em uma semana e será encerrado no dia 13 de dezembro. O evento, iniciado em 8 de fevereiro, tem como tema Faz escuro mas eu canto, em referência a versos do poeta amazonense Thiago de Mello, e é realizado no Pavilhão Ciccillo Matarazzo, no Parque Ibirapuera.

Em nota à imprensa, a fundação também comunicou que as performances de autoria de León Ferrari e Hélio Oiticica e as exposições de Clara Ianni e Deana Lawson, previstas para o período entre abril e agosto, serão incorporadas à mostra coletiva, sem apresentação individual. A obra do artista fluminense será apresentada pela primeira vez ao público.

Exposição coletiva da 34ª Bienal de São Paulo é adiada
Foto: Divulgação

Chamada de A Ronda da Morte, a performance de Hélio Oiticica consiste em um ambiente com ares circenses, cercado por cavalos em movimento e no qual pessoas dançam. Conforme explicou à Agência Brasil o curador-geral desta edição da Bienal, Jacopo Crivelli Visconti, Oiticica concebeu-a como um testemunho do que observava no Brasil, no período da redemocratização, após viver no exterior, durante o período militar.

Na mensagem dirigida aos jornalistas, a diretoria da fundação e a curadoria da Bienal asseguram estar mantendo diálogo com as instituições parceiras desta edição da mostra, a fim de manter as atividades programadas em conjunto com esses espaços.

"A arte, com sua capacidade de estabelecer conexões e emocionar, é, agora, mais necessária do que nunca. As equipes da Bienal estão trabalhando (remotamente) para que a instituição contribua de alguma forma, no seu âmbito de atuação, durante este momento difícil", diz a nota, que também destaca que os conteúdos do evento serão compartilhados no site da instituição, em suas redes sociais e por meio de newsletters.