NASA trabalha com Tom Cruise para gravar um filme no espaço sideral


Jackie Wattles, da CNN
06 de maio de 2020 às 02:42 | Atualizado 06 de maio de 2020 às 02:43
Tom Cruise deseja gravar um filme no espaço

Tom Cruise deseja gravar um filme no espaço

Foto: Chris Delmas/AFP/Getty Images

Tom Cruise quer viajar para o espaço em nome do cinema, e a NASA diz que isso é possível.

O chefe da agência especial americana confirmou nesta terça-feira que a entidade está trabalhando com o ator para gravar um filme na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).

Um porta-voz da NASA disse à CNN que, pelo projeto, Cruise será lançado no espaço e permanecerá a bordo da estação, que orbita mais de 400 quilômetros acima da Terra.

Equipes rotativas de astronautas vivem a bordo da ISS continuamente desde 2000, e alguns turistas bem remunerados visitaram a estação ao longo dos anos. No início do século, a estrela pop Lance Bass, da boyband NSYNC, planejou uma visita ao local, mas a viagem não deu certo.

Alguns filmes foram rodados a bordo da estação espacial, incluindo um documentário IMAX de 2002 narrado por Cruise. Apogee of Fear, de 2012, um filme de ficção científica, também foi filmado no espaço pelo empresário e turista espacial Richard Garriott, filho de um astronauta.

Mas Cruise poderia ser o primeiro ator a passar pela experiência

"Precisamos da mídia popular para inspirar uma nova geração de engenheiros e cientistas a tornar realidade os planos ambiciosos da NASA", disse o administrador da agência, Jim Bridenstine, em um tuíte na terça-feira.

A expectativa é que o filme seja o primeiro "longa-metragem narrativo - uma aventura de ação - a ser filmado no espaço sideral".

Não está claro como ou quando Cruise viajará para a estação espacial ou que outros membros da tripulação poderão se juntar a ele.

A Rússia é o único país com capacidade de transportar seres humanos de e para a estação espacial, mas a SpaceX e a Boeing vêm trabalhando há anos para desenvolver naves espaciais capazes de devolver essa capacidade aos Estados Unidos. O veículo da SpaceX, Crew Dragon, deve concluir sua primeira missão tripulada à ISS ainda este mês.

Ao contrário dos programas de voos espaciais humanos das décadas anteriores, nesse caso a NASA tem poder limitado por não possuir ou operar veículos da SpaceX ou da Boeing.

A saída é comprar uma passagem. Ambas as empresas poderão vender assentos a bordo de suas naves espaciais para turistas ou outras pessoas dispostas a pagar o preço de milhões de dólares.

Em anúncio recente, a SpaceX informou que trabalharia com empresas terceirizadas para vender assentos a bordo do Crew Dragon por cerca de US$ 50 milhões cada.

A NASA também emitiu uma diretiva no ano passado que estabeleceu planos para permitir que viajantes espaciais não governamentais paguem à agência espacial pelo uso das instalações da Estação Espacial Internacional.

Esse documento também definia quanto determinados serviços poderiam custar: o uso de equipamentos de suporte à vida - e o banheiro - foi listado em US$ 11.250 por dia. Comida, ar e outras provisões custariam US$ 22.500 por dia.

A Estação Espacial Internacional foi construída como uma parceria entre dezenas de países, mas os Estados Unidos e a Rússia são seus principais operadores. Manter a parte dos EUA do laboratório em órbita, onde os astronautas realizam pesquisas científicas e comerciais, anualmente custa aos contribuintes americanos entre US$ 3 bilhões e US$ 4 bilhões, de acordo com um relatório do governo de 2018.