Kanye West critica aborto e diz que 'quase matou filha' com Kim Kardashian

Rapper realizou comício na Carolina do Sul. Ex-partidário de Trump, ele anunciou que concorre à presidência dos Estados Unidos em 2020

Pete Schroeder, da Reuters
20 de julho de 2020 às 01:37 | Atualizado 20 de julho de 2020 às 22:39

Em sua primeiro comício da campanha presidencial - anunciada de última hora -, o rapper Kanye West criticou contra o aborto e a pornografia, discutiu política com os participantes e, a certa altura, caiu em prantos.

West, de 43 anos e ex-partidário do presidente Donald Trump, deixou os eleitores confusos sobre se sua campanha é genuína ou um truque publicitário para ajudar a vender álbuns ou mercadorias. Neste domingo (19), o rapper falou ao público durante evento em Charleston, Carolina do Sul.

Em comentários que duraram pouco mais de uma hora, ele fez declarçaões contra o aborto e convidou membros aleatórios a falar. 

"Eu quase matei minha filha, eu quase matei minha filha!", disse, em um momento no qual discursou contra o aborto, afirmando que chegou a conversar com a mulher, Kim Kardashian, sobre a possibilidade de abortar filha. 

"Harriet Tubman [conhecida abolicionista americana] nunca realmente libertou os escravos. Ela apenas mandou os escravos trabalharem para outras pessoas brancas", disse ele em um momento ao discutir a desigualdade econômica.

O evento, transmitido ao vivo no YouTube e por emissoras de TV locais, pouco fez para esclarecer se West está realmente tentando ganhar a presidência. A campanha que ele lançou com um tweet de 4 de julho já perdeu vários prazos para aparecer nas principais cédulas estaduais.

Às vezes, ele parecia sugerir que estava mais interessado em divulgar uma mensagem do que em ganhar a presidência.

"A liberdade não vem de uma eleição. A liberdade vem de você não carregar a pornografia", disse ele a certa altura.

West apareceu no palco com "2020" raspado na parte de trás da cabeça e usando o que parecia ser um colete de estilo militar. Ele argumentou que o aborto deve ser legal, mas fortemente desencorajado, sugerindo que se promova uma política de que qualquer pessoa que dê à luz um filho receba "US$ 1 milhão ou algo da família".

West se referiu à Bíblia e aos ensinamentos cristãos várias vezes, e caiu em lágrimas em um ponto enquanto descrevia como ele foi quase abortado por seus pais.

"A única coisa que pode nos libertar é obedecer às regras que nos foram dadas para uma terra prometida", disse ele. "O aborto deve ser legal por quê? A lei não é de Deus, então o que é legalidade?"