Após defender isolamento, Andrea Bocelli sugere que Itália exagera em medidas


Philip Pullella, da Reuters
28 de julho de 2020 às 10:44 | Atualizado 28 de julho de 2020 às 10:47
Andrea Bocelli cantando em frente à Catedral de Milão

Andrea Bocelli canta em frente à Catedral de Milão

Foto: 12/04/2020 REUTERS/Alex Fraser

O tenor italiano Andrea Bocelli criticou a forma como o governo da Itália lidou com a pandemia do novo coronavírus. Em audiência no Senado daquele país, nessa segunda-feira (27), o artista disse que se sente humilhado por causa do lockdown recente e pediu que as pessoas desobedeçam as regras em vigência. 

Os comentários foram especialmente marcantes, porque Bocelli chegou a ser um símbolo de união nacional no ápice do lockdown – quando pediu às pessoas que ficassem em casa – e cantou na Catedral de Milão vazia no domingo de Páscoa, em uma performance solo transmitida ao vivo e chamada de "Music for Hope". 

"Eu me senti humilhado e ofendido. Eu não podia deixar minha casa mesmo não cometendo nenhum crime", disse Bocelli, de 61 anos, em uma conferência na qual estavam presentes políticos de oposição como Matteo Salvini, líder do partido de extrema-direita Liga, que tem atacado o governo do primeiro-ministro Giuseppe Conte por sua condução da crise do coronavírus. 

O lockdown nacional começou na Itália no início de março e foi aliviado, gradativamente, nos três meses seguintes. Bocelli confessou que desobedeceu regras de lockdown."Não achava certo ou saudável permanecer em casa com a minha idade", admitiu. 

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O cantor também disse que acredita que a situação não pode ser tão séria quanto as autoridades dizem, pois ele não conhece ninguém que tenha necessitado de tratamento intensivo. "Então por que todo essa sensação de gravidade?"

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