Emicida será mestre na Universidade de Coimbra, em Portugal

Rapper brasileiro participará de uma agenda diversificada de eventos que constam palestras, intervenções artísticas, rodas de conversa e entrevistas

Anna Gabriela Costa, da CNN, em São Paulo
20 de julho de 2021 às 18:47
Álbum "AmarElo", de Emicida, venceu Grammy Latino
Álbum "AmarElo", de Emicida, venceu Grammy Latino como melhor álbum de rock ou de música alternativa em língua portuguesa
Foto: Instagram/ Reprodução

O rapper brasileiro Emicida será mestre no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, em Portugal. O centro denominou a passagem de Emicida pela universidade como "residência artística". 

"O Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra acolhe, pelo período de 3 meses, entre 25 de julho e 21 de outubro de 2021, a residência artística de Leandro Roque de Oliveira, conhecido artisticamente como Emicida", anunciou a universidade nesta terça-feira (20).

Em uma publicação no Twitter, Emicida afirmou que recebeu muitas congratulações por ingressar na faculdade, e esclareceu que o desafio será como mestre, não como aluno. 

" Ó, muita gente me parabenizando por entrar na faculdade. Obrigado amigos. Mas eu não estou indo como aluno (embora eu seja um eterno aprendiz de tudo) estou indo como mestre ( aliás, adorei o título "cátedra insurgente") e é uma honra sem tamanho", disse.

Emicida participará de uma agenda diversificada de eventos que constam palestras, intervenções artísticas, rodas de conversa e entrevistas.

"Tendo em consideração a obra e o impacto público de Emicida, de que pode destacar-se o recente documentário de sua autoria “AmarElo – É Tudo Pra Ontem”, a residência artística irá promover uma reflexão e um diálogo transatlântico sobre a relação entre arte, ciência e transformação social", destacou a universidade.

A instituição portuguesa destaca que o convite dirigido a Emicida constitui a iniciativa piloto da “Residência Artística CES”.

"Com esta proposta pretende-se criar um espaço emblemático de articulação entre investigação desenvolvida no CES e a criação artística com impacto público na promoção dos direitos humanos, na afirmação de vozes e linguagens negligenciadas pela cultura acadêmica e no estreitamento de diálogos com os movimentos sociais na Europa e no Sul global".