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    Acesso à literatura afro-brasileira trará frutos positivos, avalia especialista

    À CNN Rádio, Angela Damasceno afirmou que movimento “não tem volta” e beneficiará leitores e escritores

    Alexandra Fuller on Unsplash

    Amanda Garciada CNNLetícia VidicaAmanda Alves

    A ampliação do acesso à literatura afro-brasileira é um “caminho sem volta”, na avaliação da fundadora e presidente da Casa Poéticas Negras, Angela Damasceno.

    O Jabuti, por exemplo, homenageou a escritora, filósofa e ativista do antirracismo, Sueli Carneiro, e, na Flip, houve pela primeira vez na história uma homenagem a uma mulher negra, Maria Firmina dos Reis.

    Ela é considerada a primeira romancista negra do Brasil.

    À CNN Rádio, no CNN No Plural, Angela afirmou que acredita que “a gente está evidenciando trabalhos de uma longa data.”

    “Graças a políticas públicas e ao movimento negro, estamos conseguindo ter acesso quando esses livros chegam à base escolar”, completou.

    Na avaliação dela, isso “vai trazer frutos positivos para leitor e escritores.”

    As participações em grandes eventos, como a Flip, permitem “o acesso a obras de escritoras e escritores negros que estão há muito tempo produzindo.”

    “O público também começou a se interessar, a visualizar essa leitura silenciada há muito tempo”, completou.

    Angela destaca que o trabalho de base é importante, já nas escolas.

    “O papel do livro é esse, de amplificar vozes, conforme nossos escritores escrevem sobre tudo, não só sobre dor, com afro-futurismo, ficção, romance, tem que ter esse acesso, faz muita diferença.”

    A representação positiva, para a especialista, é capaz de quebrar o racismo estrutural.