Adriana Varejão lança a maior exposição da carreira na Pinacoteca de São Paulo

"Adriana Varejão: Suturas, Fissuras, Ruínas" possui 60 obras, incluindo inéditas, realizadas entre 1985 e 2022

"Adriana Varejão: Suturas, Fissuras, Ruínas" ocupa sete salas da Pinacoteca e o octógono
"Adriana Varejão: Suturas, Fissuras, Ruínas" ocupa sete salas da Pinacoteca e o octógono Reprodução/Instagram

Bianca Camargoda CNN

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A Pinacoteca de São Paulo vai receber a mostra “Adriana Varejão: Suturas, Fissuras, Ruínas” a partir deste sábado (26). A exposição é a mais abrangente da artista até hoje, reunindo, pela primeira vez, mais de 60 obras realizadas entre 1985 e 2022.

Varejão é uma das artistas brasileiras mais potentes da atualidade. Suas obras são pautadas pelas referências de diversas culturas. O corte, a rachadura, o talho e a fissura são elementos recorrentes nos trabalhos da artista desde 1992.

A exposição ocupa sete salas da Pinacoteca e o octógono, e Jochen Volz, diretor-geral da Pinacoteca de São Paulo, assina a curadoria.

Entre as obras da mostra estão as produções da década de 1980, como: “A praia”, “O fundo do Mar” e “O Universo”, até pinturas inéditas, que Varejão produziu para esta exposição, como “Moedor” (2021) e “Ruina 22” (2022). Um terceiro destaque deste conjunto é “Ruína Brasilis”, que esteve em 2021 em uma exposição em Nova Iorque e foi doado pela artista para a Pinacoteca.

Muitas destas obras ganharam destaque internacional após a sua realização, como é o caso de “Azulejos” (1988), primeiro trabalho em que Varejão usa como referência um painel de azulejaria portuguesa, encontrado no claustro do Convento de São Francisco, em Salvador.

Com a importância deste tema para sua trajetória, uma das salas da exposição está dedicada às pinturas influenciadas pela azulejaria portuguesa: a instalação “Azulejões” (2000) tem 27 telas de 100×100 cm cada.

“O que para mim é latente nesta mostra é a maneira como Adriana Varejão trabalha com a pintura pois, desde o início, ela segue uma direção que vai além da bidimensionalidade da tela, usa elementos que rompem a matéria; são frestas, cortes, vazamentos que descortinam uma situação e dão um novo significado, como por exemplo as “vísceras” e “carnes” que se derramam em muitos dos seus trabalhos”, afirma Volz em comunicado.

Em 1998, Varejão produziu a série das 3 grandes Línguas, que serão exibidas pela primeira vez, lado a lado: “Língua com padrão em X”, “Língua com padrão de flor” e “Língua com padrão sinuoso”.

A artista já teve seu trabalho exposto em importantes instituições como o Museu de Arte Moderna de São Paulo, o Museum of Modern Art de Nova York e o Hara Museum of Contemporary Art, de Tóquio.

Serviço

Adriana Varejão: Suturas, fissuras, ruínas
Curadoria: Jochen Volz Edifício Pinacoteca Luz
Período: 26/03 até 01/08
Praça da Luz 2, São Paulo, SP, 1º andar e Octógono De quarta a segunda, das 10h às 18h.

Ingressos no site da Pinacoteca: R$ 20 (inteira)
Gratuito para crianças até 10 anos e pessoas acima de 60 anos. Sábado, gratuito para todas as pessoas.

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