Além de "Paraíso": 5 novelas "esquecidas" de Benedito Ruy Barbosa
Autor escreveu outras novelas nas décadas de 1970 e 1980, que não fizeram sucesso nem foram preservadas

Benedito Ruy Barbosa tem muitas novelas de sucesso no currículo - como "O Rei do Gado" (1996) e "Terra Nostra" (1999, atualmente sendo reprisada à tarde na Globo). Mas várias tramas escritas pelo autor ao longo da carreira ficaram "esquecidas" ao longo do tempo.
O remake de "Paraíso", exibido às 18h em 2009, ganha sua primeira reprise no Globoplay Novelas (antigo Viva), a partir de dezembro. Nestes 16 anos, a história não foi disponibilizada no Globoplay, impedindo os fãs de terem acesso para rever ou de novas pessoas que não puderam assisti-la conhecerem o romance proibido de Zeca (Eriberto Leão), o "filho do diabo", e Maria Rita (Nathalia Dill), a "Santinha".
Conheça outras 5 novelas "esquecidas" de Benedito Ruy Barbosa:
"Simplesmente Maria"

Se você já ouviu alguma chamada de "Simplesmente Maria" na década de 1990, era referente à novela mexicana exibida pelo SBT entre 1991 e 1992, e não à escrita por Benedito Ruy Barbosa em parceria com Benjamin Cattan em 1970 para a TV Tupi. A adaptação, baseada no original argentino de 1967, teve 315 capítulos e mudou de horário: começou sendo exibida às 19 horas, mas a partir de março de 1971 foi transferida para as 20 horas.
Yoná Magalhães, Tony Ramos, Irene Ravache, Paulo Figueiredo, Walderez de Barros, Jonas Bloch e Elias Gleizer estão no elenco. Restaram apenas 4 capítulos preservados, que estão na Cinemateca Brasileira, em São Paulo.
"À Sombra dos Laranjais" (1977)

Inspirada na peça homônima de Viriato Correia e ambientada em 1947, "À Sombra dos Laranjais" conta o retorno de Pedro Lemos (Herval Rossano) à fictícia cidade de Laranjais, onde havia deixado a noiva, Madalena (Aracy Cardoso), 28 anos antes. Agora um advogado criminalista bem sucedido, viúvo e com um filho, ele reencontra a antiga paixão, que o esperou todos esses anos, mobilizando a cidade para realizar a festa de noivado e vencer as diferenças políticas das duas famílias.
Ary Fontoura teve dois papéis: o entristecido Tomé e o palhaço Estopim. Monah Delacy, Castro Gonzaga, Lídia Brondi e Marcelo Picchi estavam no elenco. Seis capítulos (os dois primeiros, dois intermediários e os dois últimos) foram disponibilizados no Globoplay, dentro do projeto "Fragmentos", que abriga novelas incompletas.
"Pé de Vento" (1980)

Primeira novela de Benedito Ruy Barbosa na Band (onde no ano seguinte escreveria o sucesso "Os Imigrantes"), "Pé de Vento" (1980) trouxe a história de Edmar (Nuno Leal Maia), que se muda de Minas Gerais para São Paulo com o sonho de se tornar um corredor e vencer a São Silvestre. No meio do caminho, ele se apaixona pela enfermeira Terezinha (Bete Mendes). Taumaturgo Ferreira, Dionísio Azevedo, Cristina Mullins, Angelina Muniz, Carmen Silva e Ester Góes estão entre os grandes nomes do elenco. A novela não foi preservada pela emissora.
"Voltei pra Você" (1983)

Benedito adorava fazer continuações de suas obras, e "Voltei pra Você" (1983) foi uma sequência de "Meu Pedacinho de Chão" (1971, que ganhou um remake em 2014). A trama central gira em torno de Liliane (Cristina Mullins), a Pituca, filha de um dos fazendeiros mais ricos da região, e Pedro das Antas (Paulo Castelli), o Serelepe, com pais desconhecidos. Dez anos depois, eles voltam a São João del-Rei (MG) e se dão conta de que ainda se amam. No Globoplay restaram seis capítulos da trama, resgatados no projeto Fragmentos.
"Vida Nova" (1988)

Última novela de Benedito Ruy Barbosa na Globo antes de ir para a Manchete escrever "Pantanal" (1990), "Vida Nova" (1988) passou despercebida pelo público. A proposta era de que fosse uma espécie de continuação da novela "Os Imigrantes" (1981), que o autor fez para a Band.
Na história, que se passa na década de 1940, a ex-prostituta Laura (Yoná Magalhães), é a "rainha do cortiço", invejada pelas mulheres e desejada pelos homens do bairro do Bixiga, em São Paulo, despertando a paixão do sonhador Antonio Sapateiro (Carlos Zara). O elenco contou com Nívea Maria, Osmar Prado, Paulo José, Roberto Bonfim, Antônio Petrin, Marcos Winter, Deborah Evelyn e Giuseppe Oristanio.
Entre os poucos fatos de bastidores que dão destaque à trama está o fato de ser a última novela do ator Lauro Corona - que precisou se afastar das gravações por complicações de saúde decorrentes do vírus da Aids, falecendo em julho de 1989, dois meses após a novela ter terminado.