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Alok é escolhido como um dos líderes climáticos mais influentes do mundo

DJ foi selecionado pela colaboração com povos originários brasileiros em "O Futuro É Ancestral"

Giovana Christ, da CNN
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O DJ Alok, 34, foi escolhido pela revista Time como um dos cem líderes mundiais em relação ao impulsionamento de ações climáticas. A escolha anunciada nesta quinta-feira (30) foi baseada por sua colaboração com povos originários brasileiros com o projeto "O Futuro É Ancestral".

"O que começou como uma jornada pessoal de cura em 2014, durante um período de depressão, transformou-se em uma colaboração que leva vozes amazônicas aos palcos mais prestigiados do mundo: as Nações Unidas, o Grammy Latino e os festivais Global Citizen", justificou a revista em seu site.

A Time também destacou que Alok colabora com um projeto musical da ONU (Organização das Nações Unidas), o Nature, que destina os royalties de músicas com sons da natureza a projetos de conservação ambiental.

"Toda a renda e os direitos autorais de 'O Futuro É Ancestral' foram destinados às comunidades retratadas. E, após trabalharem com o DJ Alok, vários colaboradores indígenas entraram para a política brasileira — incluindo Sônia Guajajara, que se tornou a primeira ministra indígena do Brasil", explicou a revista.

Além do DJ, outros brasileiros foram citados na lista da Time: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva; o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes; e a pesquisadora da Embrapa, Mariangela Hungria.

"O Futuro É Ancestral"

O projeto é uma contribuição do Instituto Alok -- que apoia iniciativas de assistência e transformação social, promoção cultural, garantia de direitos e proteção da natureza — à "Década Internacional das Línguas Indígenas" em cooperação com a Unesco.

Com a participação de mais de 50 músicos indígenas, as nove novas faixas misturam cantos tradicionais com batidas de pop, hip hop e música eletrônica.

Pela música “Pedju Kunumigwe” (feita em colaboração com Guarani Nhandewa), Alok foi indicado ao Grammy Latino de 2024 na categoria de Melhor Performance de Música Eletrônica, mas não venceu o prêmio.

Participam do projeto as etnias Huni Kuin, Yawanawa, Kariri Xocó, Guarani Mbyá, Xakriabá, Guarani-Kaiowá, Kaingang e Guarani Nhandewa.

A capa do álbum é a obra "Metrô-Pamuri-Mahsã", de Denilson Baniwa, artista contemporâneo que aborda em seus trabalhos a questão dos direitos dos povos originários e a valorização da cultura indígena.

Ouça o álbum

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