Antes da morte, Arlindo Cruz foi vítima de várias fake news; veja
Família do sambista precisou usar as redes sociais para desmentir boatos sobre sua saúde e cuidados
O final da vida do sambista Arlindo Cruz, que morreu nesta sexta-feira (8), aos 66 anos, foi cercada de boatos e fake news que anunciavam seu falecimento ou o descaso da família com sua saúde.
Antes de anunciar oficialmente a partida do cantor, sua esposa, Babi Cruz, apelou para os fãs pararem de compartilhar informações falsas.
"Queria saber qual o propósito, qual o intuito, o que as pessoas ganham em fazer especulação barata, nojenta, sem escrúpulo. Se fosse pela conta que vocês fazem da morte do Arlindo, ele teria morrido 100 vezes. Inferno", disse.
Na época, Flora Cruz, filha do cantor, também esclareceu a informação e disse que não houve nenhuma alteração no quadro de saúde de Arlindo.
“Bom, não existe no mundo a possibilidade do meu pai falecer e a gente não saber. A gente está sempre conectado, cuidando. Inclusive, é a nossa primeira missão da vida, nossa prioridade”, disse.
Dias antes, após surgirem boatos de que o sambista estaria abandonado enquanto internado e com a saúde piorando, a equipe de Arlindo se pronunciou.
"O cantor está estável, acordado, sob os cuidados atentos da equipe médica e cercado pelo amor e presença constante da família. Embora seu estado de saúde exija atenção, ele está sendo acompanhado com todo o cuidado e carinho necessário", diz o comunicado.
Relembre as doenças do cantor
Arlindo Cruz passou por diversos tratamentos após sofrer um AVC (Acidente Vascular Cerebral) hemorrágico, em 2017.
No momento de sua morte, o sambista estava internado para tratar uma infecção contraída após meses hospitalizado para tratar um quadro de derrame pleural. Ele estava com a saúde debilitada e nos últimos dias recebia cuidados da equipe médica e da família.
No dia 17 de março de 2017, Arlindo Cruz passou mal em casa e foi internado, recebendo o diagnóstico de AVC. Ele precisou ficar no hospital mais de um ano e passou a receber cuidados em casa.
Além das sequelas do AVC, Arlindo era portador de uma doença autoimune, era traqueostomizado e tinha gastrostomia (GTT), ou seja, usava uma sonda alimentar.
Em abril de 2024, o sambista precisou de atendimento médico após ter uma bradicardia – que é quando o ritmo cardíaco fica irregular ou lento.
Em outubro de 2023, Arlindo passou cerca de um mês na Casa de Saúde São José, no Rio de Janeiro, para tratar uma caxumba bacteriana.
*Com informações de Mariana Valbão, da CNN


