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    “Bacurau”, “O Pagador de Promessas” e outros: confira produções brasileiras premiadas em Cannes

    Relembre os longas nacionais que já brilharam em Cannes desde os anos 1950; 76ª edição do festival vai até domingo, dia 27 de maio

    "Bacurau" foi o filme vencedor do Prêmio do Júri no Festival de Cannes 2019
    "Bacurau" foi o filme vencedor do Prêmio do Júri no Festival de Cannes 2019 Reprodução/Bacurau O Filme/Instagram

    Caroline Ferreiracolaboração para a CNN São Paulo

    Foi dada a largada! A 76ª edição do Festival de Cannes começou na última terça-feira (16) e segue até o dia 27 de maio, na Promenade de la Croisette, na cidade de Cannes, na Riviera Francesa.

    O evento, considerado a maior premiação da indústria cinematográfica da Europa, é responsável por dar visibilidade às mais diferentes obras da temporada. Além disso, também reúne anualmente profissionais estrelados, revelando artistas e talentos promissores.

    Durante o festival, longas e documentários são exibidos ao público e concorrem em categorias como a “Palma de Ouro”, principal premiação definida no último dia.

    Produções de diversos países participam do evento, incluindo o Brasil, que já fez história por lá. Relembre 6 filmes nacionais premiados em Cannes.

    “O Cangaceiro” (1953)

    A obra escrita e dirigida pelo cineasta Lima Barreto foi o primeiro longa brasileiro a alcançar o prestígio internacional. Em Cannes, a produção levou o prêmio de Melhor Filme de Aventura ao contar a história do cangaceiro Galdino (Milton Ribeiro) e seu bando.

    Pelos ares do sertão nordestino, ele espalha o terror nos vilarejos com diversas perseguições. Em uma dessas aventuras, o grupo sequestra a professora Olívia (Marisa Prado) e, como consequência, solicitam o dinheiro do resgate.

    No entanto, a surpresa se dá quando Galdino e Teodoro (Alberto Ruschel), mais conhecido como seu braço direito, se apaixonam pela mulher, começando assim uma disputa pelo seu amor.

    Diante da situação, despertam a ira de Maria Claudia (Vanja Orico), a então parceira do capitão Galdino.

     

     

    “O Pagador de Promessas” (1962)

    Com direção de Anselmo Duarte, o filme é – até o momento -, a única produção nacional a conquistar a Palma de Ouro.

    O drama acompanha Zé Burro (Leonardo Villar), um homem humilde que, após ter o próprio asno de estimação atingido por um raio, decide fazer uma promessa a Santa Bárbara em um terreiro de candomblé.

    Em sua prece, ele promete carregar nas costas uma cruz de madeira até a igreja da santa, localizada em Salvador, caso o animal fosse salvo.

    No entanto, para realizar o feito, Zé encontra as mais diversas dificuldades pelo caminho. Entre elas, ter sua mulher Rosa (Glória Menezes) se engraçando com o cafetão Bonitão (Geraldo Del Rey) e a resistência do Padre Olavo (Dionísio Azevedo) que nega sua entrada na igreja ao saber que a promessa foi feito em um terreiro.

    “O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro” (1969)

    Na obra, o prêmio foi direto para as mãos de Glauber Rocha, que se consagrou como o Melhor Diretor do evento. A trama segue Antônio das Mortes (Maurício do Valle), um clássico matador de cangaceiros contratado por um coronel para matar um beato agitador.

    Apesar de confrontar a vítima, Antônio decide poupar a sua vida e se depara com as dificuldades do sertão, apoiando a causa daquele povo contra os desejos do então coronel.

    O elenco ainda conta com nomes como Othon Bastos, Odete Lara, Jofre Soares, Maria Gusmão, Hugo Carvana e Rosa Maria Penna.

     

     

    “Eu Sei Que Vou Te Amar” (1986)

    Trazendo Fernanda Torres no elenco, o filme garantiu o prêmio de Melhor Interpretação Feminina do festival. Com direção de Arnaldo Jabor, a produção, que também conta com Thales Pan Chacon, apresenta um casal que decide terminar a relação.

    Mas, depois de três meses, marcam um encontro para colocar os pingos nos i’s. Em duas horas, os dois entram em um jogo de psicanálise cheio de risos e lágrimas e falam toda a verdade sobre o que já viveram.

    Disponível na Claro TV+

    “Linha de Passe” (2008)

    A produção, com direção de Daniela Thomaz e Walter Salles, levou o Brasil novamente ao evento e garantiu, pela segunda vez, o título de Melhor Atriz Feminina pela atuação de Sandra Corveloni vivendo Cleuza.

    O filme apresenta quatro irmãos criados pela mãe, uma empregada doméstica, grávida de um homem desconhecido. Longe da figura materna, os filhos lutam em busca dos sonhos, mudanças religiosas no país e a importância do futebol que, para um deles é a saudosa oportunidade para mudar de vida.

    No elenco, também há destaque para João Baldasserini (Denis), Vinícius de Oliveira (Dario), José Geraldo Rodrigues (Dinho) e Kaique de Jesus Santos (Reginaldo).

    Vale dizer que o longa foi aplaudido durante nove minutos após sua exibição no festival.

    Disponível no YouTube. 

    “Bacurau” (2019)

    Encerrando a lista, Bacurau trouxe direção de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles. A obra nacional ganhou o Prêmio de Júri depois de empatar com a produção “Les Misérables”, garantindo ao Brasil, pela segunda vez, um título na disputada categoria.

    Nomes como Silvero Pereira (Lunga), Bárbara Colen (Teresa), Sônia Braga (Domingas) e Udo Kier (Michael) marcam a história de um povoado isolado no sertão brasileiro, intitulado de “Bacurau” e que, de forma misteriosa, some do mapa.

    Com o passar dos dias, a comunidade começa a receber visitas estranhas, incluindo drones e até estrangeiros. Além disso, uma série de assassinatos misteriosos passam a acontecer por lá, amedrontando os habitantes locais que se unem em defesa de um inimigo desconhecido.

    Disponível no YouTube.