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    Berlinale: festival retorna com sessões presenciais e aposta no cinema autoral

    Tradicional evento tem programação reduzida e presença de cineasta brasileiro no júri

    O romance "Fire", O filme é estrelado por Juliette Binoche e Vincent Lindon, é a grande aposta do festival
    O romance "Fire", O filme é estrelado por Juliette Binoche e Vincent Lindon, é a grande aposta do festival Divulgação

    Luis Felipe Abreucolaboração para a CNN

    A Berlinale, um dos mais tradicionais e prestigiados festivais do cinema mundial, tem início nesta quinta-feira (9). O evento, que ocorre em Berlim há 71 anos, retorna à sua programação presencial pela primeira vez desde o início da pandemia de Covid-19, em 2020.

    Este é o primeiro grande evento cinematográfico de 2022 ao retornar ao modelo físico, após os cancelamentos do Globo de Ouro e do Festival de Sundance. A agenda, porém, é mais enxuta do que o normal, com os eventos paralelos como as feiras comerciais sendo realizados de forma online, e a programação sendo reduzida a seis dias.

    Este retorno presencial busca privilegiar as sessões e a experiência da sala de cinema.

    “Eu sempre falo de uma religião do cinema, e eu fui convertido em uma sessão quando criança. Aquilo me transportou. Naquele momento eu decidi que precisava recriar essa sensação na minha vida” afirmou, na coletiva de abertura do evento, o cineasta M. Night Shyamalan (“O Sexto Sentido”), presidente do júri desta edição.

    O corpo de jurados tem presença de um brasileiro: o diretor Karim Aïnouz, de “A Vida Invisível”, participa do grupo responsável por escolher os grandes vencedores. O próprio Aïnouz já concorreu na Berlinale em 2014, com “Praia do Futuro”.

    Além do cineasta, o Brasil comparece no festival com seis produções, todas elas no circuito alternativo. Na mostra Panorama, de cinema mundial, há o longa “Fogaréu”, de Flávia Neves. Já na seção Forum, de caráter mais experimental, serão exibidos “Mato Seco em Chamas”, de Adirley Queirós e Joana Pimenta, e “Três Tigres Tristes”, de Gustavo Vinagre.

    Os curtas “Manhã de Domingo”, de Bruno Ribeiro, “O Dente do Dragão”, de Rafael Castanheira Parrode, “Se Hace Camino al Andar”, de Paula Gaitán, completam a presença nacional.

    Na seleção principal, dezoito filmes, de quinze países distintos, concorrem pelas estatuetas do Urso de Ouro e de Prata. Como é típico no festival, a aposta é no cinema autoral e alternativo. Entre os principais competidores está “Peter van Kant”, do francês François Ozon (de “8 Mulheres”) e estrelado por Isabelle Adjani, que abre a programação na noite desta quinta-feira.

    Além dele, chamam atenção os novos longas da francesa Claire Denis (“Avec amour et acharnement”) e do coreano Hong Sang-so (“The novelist’s film”). Haverá também uma seção especial do documentário “This Much I Know To Be True”, sobre o cantor Nick Cave, dirigido pelo australiano Andrew Dominik.