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Blake Lively vai continuar processando Justin Baldoni, diz advogado

Michael Gottlieb, defensor da atriz, disse à CNN que dará segmento à ação judicial por assédio sexual

Lisa Respers France e Sandra Gonzalez, da CNN
Lively entrou com uma queixa por violação de direitos civis em dezembro de 2024, alegando ter sido assediada sexualmente por Baldoni durante a produção do filme e que sofreu retaliação por ter denunciado o suposto abuso
Lively entrou com uma queixa por violação de direitos civis em dezembro de 2024, alegando ter sido assediada sexualmente por Baldoni durante a produção do filme e que sofreu retaliação por ter denunciado o suposto abuso  • 1: Instagram/Blake Lively; 2: Instagram/Justin Baldoni
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Embora o processo movido por Justin Baldoni, 41, contra Blake Lively, 37, e seu marido Ryan Reynolds, 47, tenha sido arquivado, ela ainda não terminou de lutar pelas suas acusações contra o diretor e co-estrela de "É Assim Que Acaba" — e o ator também não pretende recuar.

Michael Gottlieb, advogado de Lively no processo civil por assédio sexual e retaliação contra Baldoni, disse à CNN que a atriz pretende continuar com a ação judicial contra o ex-colega de elenco.

Em uma conversa com Jake Tapper nesta segunda-feira (9), Gottlieb afirmou que Lively está “determinada a levar suas alegações adiante e buscar uma responsabilização pública completa sobre o que ela afirma ter acontecido com ela”.

A declaração veio no mesmo dia em que um juiz arquivou o processo de US$ 400 milhões (cerca de R$ 2,2 bilhões) movido por Baldoni contra Lively, seu marido Ryan Reynolds e a publicista do casal. O juiz também arquivou uma ação separada de Baldoni contra o New York Times, o primeiro a noticiar as acusações de Lively.

Gottlieb acrescentou que o casal se sente “justificado” pela decisão, além de “grato às pessoas e organizações que apoiaram a Sra. Lively enquanto ela levava suas alegações adiante”.

“Acho que hoje foi enviada uma mensagem de que esse tipo de processo retaliatório, criado para silenciar e punir quem denuncia abusos, não funcionará. Eles não serão tolerados por nosso sistema de justiça e não terão sucesso,” acrescentou Gottlieb. “E acho que isso é uma mensagem importante para quem quer denunciar maus-tratos no ambiente de trabalho.”

O advogado de Baldoni, Bryan Freedman, respondeu com uma declaração enviada à CNN nesta terça-feira (10).

“A declaração previsível de vitória feita pela Sra. Lively e sua equipe é falsa, então vamos esclarecer a decisão mais recente,” disse ele.

“O tribunal nos autorizou a reformular quatro das sete acusações contra a Sra. Lively, o que permitirá apresentar novas evidências e alegações mais precisas. Este caso trata de falsas acusações de assédio sexual e retaliação, além de uma campanha difamatória que nunca existiu,” continuou a declaração.

“Com os fatos do nosso lado, seguiremos em frente com a mesma confiança que tínhamos quando a Sra. Lively e seus aliados iniciaram essa batalha, e aguardamos o depoimento dela, que eu mesmo conduzirei.”

Freedman encerrou sua declaração agradecendo à “comunidade investigativa da internet, que continua acompanhando o caso com discernimento e integridade.”

Este é mais um capítulo de uma disputa judicial que já dura quase um ano entre Lively e Baldoni, e que passou a incluir Reynolds, a publicista do casal, Leslie Sloan, e o New York Times.

Lively entrou com uma queixa por violação de direitos civis em dezembro de 2024, alegando ter sido assediada sexualmente por Baldoni durante a produção do filme e que sofreu retaliação por ter denunciado o suposto abuso.

Baldoni negou rapidamente as acusações e processou a atriz e Reynolds em janeiro de 2025, alegando que o casal buscava “destruí-lo” e arruinar sua carreira após tomarem o controle do filme "É Assim que Acaba".

Ele também processou o New York Times, o primeiro a divulgar as alegações de Lively, acusando o jornal de publicar um artigo “cheio de imprecisões, deturpações e omissões” baseado na “narrativa interesseira” da artista.

Os pedidos de arquivamento apresentados por pela atriz, Reynolds, Sloan e pelo New York Times foram todos aceitos nesta segunda-feira.

“Estamos gratos ao tribunal por enxergar o processo pelo que ele realmente era: uma tentativa infundada de suprimir o jornalismo honesto,” disse um porta-voz do New York Times.

“Nossos jornalistas cobriram cuidadosamente e com justiça uma história de interesse público, e o tribunal reconheceu que a lei existe para proteger exatamente esse tipo de jornalismo. Continuaremos defendendo nosso jornalismo e nossos jornalistas quando seu trabalho for atacado.”

Na decisão de segunda-feira, o juiz determinou que Baldoni poderá apresentar uma nova versão da ação, com acusações de interferência indevida em contrato (relacionadas a Reynolds e Lively) e violação de acordo implícito (relacionada a atriz), até o dia 23 de junho.

Gottlieb reconheceu que a decisão do juiz permite que Baldoni reformule alegações que ele chamou de “secundárias ou acessórias”, mas destacou que as acusações principais de difamação estão “fora do caso”.

Relembre: Blake Lively processa Justin Baldoni por assédio

Esse conteúdo foi publicado originalmente em
inglêsVer original 
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